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ENTREVISTA

Delegado diz que passou da hora de dar um 'basta‘ na criminalidade em Três Lagoas

Em entrevista o JPNEWS, Alan Givigi diz que haverá novidades no combate ao crime regional

17 SET 2017 - 07h:15Por André Barbosa

O novo chefe da Delegacia de Polícia Federal de Três Lagoas, Alan Wagner Nascimento Givigi falou em exclusividade ao JPNEWS sobre sua nova gestão iniciada no último dia 8, na sucessão do delegado Vinícius de Faria Zangirolani. O servidor, que é natural de Espírito Santo e está no município há mais de três anos, contou que intenciona manter os trabalhos de combate ao crime organizado, tráfico de drogas e desvios de dinheiro público - o qual revela que haverá mais novidades no município e, ainda, que é hora de dar um basta na criminalidade na 'Cidade das Águas'.

Sobre sua carreira, Alan Givigi comentou que combate na força policial há aproximadamente 15 anos. “Antes de ser delegado, fui policial rodoviário federal por 10 anos, lotado no Espírito Santo. Dentro das vagas possíveis, escolhi em Três Lagoas. Adotei o município e, no momento, não tenho planos de sair daqui. Por aqui, atuei como delegado em investigações e inquéritos e, além disso, algumas obrigações como na parte de comunicação da PF”, revelou.

O atual chefe de PF de Três Lagoas comentou que já aguardava a qualificação, pois seu antecessor não intencionava ficar na unidade por mais de dois anos. “Foi uma transição tranquila, pois já era substituto do delegado Vinícius e correu tudo normal, sem sobressaltos com o efetivo ou a administração regional. Oficialmente, chefio a Delegacia desde o dia 8 de setembro, quando foi publicada a portaria de exoneração”, disse Givigi.

Sobre o delegado anterior, Alan Givigi se mostrou agradecido. “A administração do doutor Vinícius foi excelente. Ele é um policial muito capacitado, tanto profissionalmente, quanto na parte de recursos humanos e de gerir o efetivo. Só temos a agradecer o tempo que ele prestou em Três Lagoas. Com certeza, ele engradeceu o nome da Polícia Federal e, mais especificamente, da Delegacia de Polícia de Três Lagoas”, pontuou.

 

Mesma linha

Givigi acredita que fará uma ‘extensão’ da administração de Zangirolami. “Vamos dar continuidade aos trabalhos, aproveitando os vários pontos positivos que teve na administração anterior e vamos continuar investigando todos os fatos que vierem ao nosso conhecimento, priorizando investigações nesta região que é de fronteira, também ao tráfego de drogas, contrabando de cigarros e o que também está muito em voga na atualidade, são os desvios de recursos públicos, uma questão importante e um dos nossos focos principais”, frisou.

Sobre as investigações no município, evidentemente, a PF faz sigilo, mas revela que haverá novidades e outras situações. “Há investigações em andamento, como a operação Cambota, que trata de desvio de recursos públicos. Mas, pelo sigilo, não pode ser detalhada no momento”, disse o chefe da Delegacia.

Em relação a Três Lagoas, o delegado aponta os crimes mais característicos e que manterá o ritmo das operações de investigação e combate. Givigi acredita que a força policial condiz com a situação regional. “O tráfico de drogas, além de um problema nacional e mundial, em nossa região que é de fronteira acontece muito e está sendo combatido por todas as instituições policiais, nas partes ostensivas e de investigação. A Delegacia atinge 11 municípios, ou seja, toda a região da costa leste do Estado. Três Lagoas, o terceiro maior munícipio do Estado, tem um efetivo para combater, investigar e apurar todas as ações penais que cabem a PF. Nosso efetivo é condizente com a realidade regional, comprometido com a instituição e o combate a criminalidade. A PF está sempre em contato com as polícias Militar, Civil, Federal e com trabalhos conjuntos. Vamos manter os contatos e intensificar este tipo de ação”, garantiu.

Ainda sobre o efetivo, a PF de Três Lagoas mantém um canil, com dois cães da raça Pastor Alemão, utilizados em abordagens e outras operações especiais. “A PF tem dois cães detectores de drogas, com seus operadores e, para nossa realidade, o número é bastante condizente e eles estão sendo utilizados em abordagens nas rodovias e barreiras no aeroporto. É uma ferramenta efetiva que temos utilizado cada vez mais. Eles são treinados até mesmo no exterior e em Brasília”, disse Givigi.

 

Trabalho Social

De acordo com o chefe de PF, os trabalhos da instituição federal se estendem a comunidade regional. “Desenvolvemos trabalhos de conscientização de combate ao uso de droga, com nossos agentes ministrando palestras em escolas, explicando para crianças e jovens, a necessidade de se manter longe desse mal. Atualmente, estamos mais voltados para esta parte, mas, é muito importante aumentar o contato com a população e, num futuro próximo, desenvolver outras atividades”, apontou.

Finalizando, Alan Givigi afirma que todos os trabalhos são voltados para o bem estar da população. “Vamos continuar esses trabalhos em prol da população de Três Lagoas e região, bem como do país, combatendo a criminalidade e, principalmente, em relação ao trafego de drogas, corrupção e desvio de recursos públicos, que é o mal que afeta nossa sociedade e que já passou da hora de darmos um basta. A Polícia Federal com certeza está fazendo e vai fazer ainda mais, a sua parte neste processo. Estamos abertos à população, para recebermos denúncias ou qualquer outra coisa que compete a nós, apurarmos”, disse.

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