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Demanda leva curtume de Paranaíba a dobrar produção

Produção do primeiro trimestre já corresponde a mais da metade do couro produzido em 2012

26 ABR 2013 - 08h:08Por Reprodução

O curtume Fuga, de Paranaíba, atingiu o processamento de 1.500 peças de couro por dia e já trabalha com a perspectiva de ampliar a produção caso haja oferta de matéria-prima para atender ao mercado externo, que teve um incremento de 93% em relação aos primeiros meses de 2012. O couro, junto com a celulose, é o principal item das exportações de Mato Grosso do Sul. 

O couro produzido no Estado é destinado aos mercados da China, Itália e Japão. No curtume de Paranaíba, a produção do primeiro trimestre deste ano representou mais da metade do que a empresa produziu em todo o ano passado. Cerca de 80% dos negócios com peles e couros são direcionados ao mercado externo.

Rafael Fuga, gerente do curtume de Paranaíba, é neto do fundador da empresa, que tem matriz no Rio Grande do Sul e está em atividade desde 1947. Ele lembra que em média eram curtidas 20 peles por dia. A primeira exportação de couro aconteceu em 1955. Hoje, os 100 funcionários que trabalham na empresa são responsáveis pela produção de aproximadamente 1.500 couros/dia. Segundo ele, o mercado é amplo e os preços sempre oscilam, em razão das diversas aplicações na indústria calçadista, de roupas, mobiliário e do setor automobilístico.

Com os números positivos do começo do ano, Rafael diz que a empresa tem planos. “Estamos pensando em aumentar a produção. Se os abates dos frigoríficos se mantiverem firmes, nós temos interesse em ampliar os negócios”, diz. No entanto, ressalva que hoje não há disponibilidade de matéria-prima para a capacidade instalada do curtume, que é de 3 mil couros/dia.

Segundo Rafael Fuga, hoje o grupo já atua em diversos mercados coureiros, participando de várias feiras internacionais, na Europa, no extremo Oriente e na América do Norte. Sua participação também se expandiu para áreas afins, como agropecuária, frigoríficos e unidades de processamento de subprodutos. No setor de couros, são produzidas peças para os segmentos de vestuário, napa para sapatilha de balé, estofamentos semiacabados, camurça, raspa natural e “wet blue”.

EXPORTAÇÕES
Os grupos couro e celulose foram os principais responsáveis pelo aumento de 19,2% nas exportações de Mato Grosso do Sul nos meses de janeiro e fevereiro.  De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) as exportações do Estado atingiram US$ 474,6 milhões no primeiro bimestre deste ano, contra US$ 398,2 milhões no ano passado.

De acordo com o levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), o grupo couros e peles teve alta de 93,8%, enquanto a celulose teve um aumento de 68,5% nas exportações. O valor de US$ 237,7 milhões no mês de fevereiro foi o melhor resultado alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industrializados do Estado.

O couro foi o produto com maior crescimento nas vendas de Mato Grosso do Sul para o mercado externo, tanto nos embarques de couros bovinos e bubalinos, não divididos e úmidos, quanto de peles bovinas inteiras “wet blue”.

Nos dois primeiros meses do ano, o volume total do grupo alcançou 6,6 mil toneladas, resultado 127% maior que o obtido em igual mês de 2012, quando foram exportadas 2,9 mil toneladas. A receita adicional das exportações foi de US$ 11,8 milhões e os principais compradores foram a China, Itália e Hong Kong.

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