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Desembargador nega habeas corpus e secretária de Esportes segue presa

Vereadora licenciada Marisa Rocha não foi exonerada do cargo e Prefeitura de Três Lagoas avalia se ela deve receber salário

16 MAR 2019 - 07h:29Por Ana Cristina Santos

A secretária de Esportes da Prefeitura de Três Lagoas e vereadora licenciada, Marisa Andrade Rocha (PSB), continua no presídio feminino da cidade, para onde foi levada pela Polícia Civil dia 6 deste mês, presa a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e apontada como chefe de uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. 

Na sexta-feira (8), a defesa dela entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para que a parlamentar pudesse responder a inquérito em liberdade. O desembargador Rui Celso, encarregado de analisar o pedido, manteve a prisão preventiva da secretária.
Um possível relaxamento da prisão será, agora, julgado, em  colegiado, pelos demais desembargadores do Tribunal. 

A Prefeitura de Três Lagoas aguarda esse julgamento para decidir o futuro de Marisa no governo do prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) e ainda não publicou no Diário Oficial um pedido de afastamento ou a exoneração dela do cargo.

O secretário-geral Cassiano Maia foi nomeado como interino no comando da pasta de Marisa e responde pelo expediente do setor, como consta em documento publicado dois dias após a prisão da titular. Guerreiro segue como responsável pelas despesas da pasta.

SALÁRIOS

A prefeitura também analisa se Marisa continuará recebendo salário de  R$ 13 mil. Em caso de exoneração, ela deverá retornar para a Câmara no lugar ocupado desde junho do ano passado pelo suplente Celso Yamaguti (PSDB). De acordo com a Lei Orgânica do Município, vereadores não podem faltar a14 sessões durante o ano, sob pena de perda de mandato, o que pode ocorrer, também, por condenação judicial. 

CASO

A prisão de Marisa é decorrente de investigações do Gaeco durante Operação Themis 2, realizada em janeiro deste ano, com escutas telefônicas, depoimentos e apreensão de provas, inclusive celulares e computadores. A operação encontra-se em fase conclusiva, segundo o Gaeco.
As investigações começaram com um pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Três Lagoas para esclarecer uma possível ameaça de morte contra uma promotora de Justiça da cidade. No decorrer das investigações, o Gaeco teria chegado à conclusão de que Marisa chefiava uma organização criminosa de tráfico de drogas. O processo, porém, corre em segredo de Justiça.
Em 2013, a Polícia Militar apreendeu 193 quilos de maconha em um sítio da família dela. Duas pessoas foram presas e nada foi provado contra a parlamentar.
O advogado de defesa e filho da vereadora, Juliano Rocha, disse em nota à imprensa na semana passada que a prisão "fora infortúnio, que ela foi pega num turbilhão de situações em que a única motivação dela, era de ajudar os outros”.

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