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SEM IGREJA

Despejados, haitianos pedem doação de prédio público para realizar cultos

Há pelo menos um mês, imigrantes estariam sem local para realizações religiosas

22 MAR 2018 - 09h:00Por André Barbosa

Haitianos evangélicos enviaram uma comissão à Secretaria Municipal de Cultura, para solicitar a doação de um imóvel para realização de cultos e pregações em Três Lagoas. Segundo o pastor Jean Luders, da igreja Palavra de Cristo, há pelo menos um mês não ocorrem atividades religiosas na comunidade que teria sido despejada de um prédio, desde que um dos administradores da religião se mudou para Campo Grande.  

Jean Luders afirma que os imigrantes são pobres e não possuem condições de pagar aluguel ou adquirir terreno para construir um templo. “Nós só queremos um lugar para orar. Dedicar nossa fé e agradecer a Deus. Queremos tirar o haitiano da rua, aonde acontecem coisas más. Queremos continuar realizando nossos cultos e praticar coisas boas. Precisamos de ajuda”

Ainda de acordo com o pastor haitiano, a comunidade é composta por 80 de fiéis. “Nossa igreja ficava na rua Generoso Siqueira, no Centro. Caso o município ceda um novo prédio para nós, vamos, inclusive, mudar nossa denominação. Ainda estamos estudando um nome”, disse.

 

Outro lado

De acordo com o diretor Municipal de Cultura, Rodrigo Fernandes, o pedido deverá ser atendido em no máximo duas semanas. “Entendemos que a comunidade haitiana é efetiva e tem todos os direitos legais e civis resguardados, como todos os três-lagoenses. Temos o dever de ajudar, pois também é trabalho da pasta, estas contrapartidas sociais. Estamos na luta para achar um lugar para que estes fiéis possam realizar seus cultos”, disse.

O secretário informou ainda, que está realizando um cadastramento da população haitiana no município, que ele acredita ultrapassar mais de mil pessoas. “O desemprego é muito grande, entre a população haitiana. Temos relatos que a iniciativa privada três-lagoense fecha as portas para estas pessoas, o que não é saudável e gera uma crise sócio-econômica na cidade, também. São pessoas trabalhadoras e muito positivas. São legais, com todos os documentos em ordem e não são imigrantes. Há um censo de 600 haitianos em Três Lagoas, mas não é muito correto, pois transitam em várias cidades. Acredito que seja muito mais de mil pessoas naturais do Haiti, na cidade que tem uma demografia muito grande”, finalizou.

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