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Diocese de Três Lagoas comemora 35º aniversário

José Moreira Bastos neto é o terceiro bispo a comandar a Diocese

4 JAN 2013 - 07h:30Por Arthur Freire/JP

A Diocese de Três Lagoas completou 35 anos, ontem. Desmembrada de Campo Grande, ela foi criada pelo Papa Paulo VI em 3 de janeiro de 1978. A carta da criação escrita em latim virou quadro e decora a sala do atual bispo, José Moreira Bastos Neto. Nesse período, José Moreira é o terceiro bispo a comandar a Diocese.

Diocese é o nome que a igreja Católica dá para o órgão, comandado por um bispo, que administra uma porção de paróquias. Em Três Lagoas, a Diocese abrange 10 municípios do Bolsão, no total de 14 paróquias e 16 padres.

Transferido em 2009 da região Leste de Minas Gerais para Três Lagoas, hoje, José Moreira, diz-se adaptado à cidade, principalmente ao clima quente. “Nos primeiros dois anos de trabalho ouvi muito os padres, as freiras e as lideranças da igreja, porém, a partir do terceiro ano na assembleia anual, em conjunto com a equipe, tracei alguns projetos”, explicou José Moreira.

Entre os planos, alguns estão em evidência como a maior união entre as paróquias; mostrar aos leigos sua responsabilidade dentro da igreja, dando-lhes voz e vez para que o padre não sofra sobrecarga; e incentivar a doação do dízimo. “O dízimo é uma forma de o cristão expressar sua gratidão por meio do seu suor”, informou o bispo.

Na avaliação de José Moreira, as metas não ficaram apenas no papel. Elas já estão dando resultados positivos. “O católico está percebendo sua responsabilidade perante a igreja”.

Sociopolítico 
Além da fé cristã, entre os pilares da igreja Católica está também a formação do cidadão na área sociopolítica. De acordo com o bispo, a entidade contribuiu com a organização de abaixo-assinados e coletas de assinaturas para forçar os políticos a regularizarem a Lei da Ficha Limpa. “Nas minhas pregações, uso a cruz para ilustrar a responsabilidade do ser humano perante a comunidade. Por exemplo, a haste vertical é a ligação entre homem e Deus, e a horizontal entre homem e homem. A humanidade precisa se envolver com as questões da sua comunidade e lutar por melhorias para o grupo”, frisou.
Por isso, a Diocese está atenta a problemas que possam surgir na cidade em consequência da industrialização como favelas, menor abandonado, exploração sexual infantojuvenil, entre outros. 

Segundo o bispo, na Capela São Pedro a irmã Zélia desenvolve um trabalho comunitário muito bom. Com incentivo da religiosa, foi criada um fabriqueta de chinelos de dedo. “Minha vontade é de que surjam mais projetos como esse, porém, com base na vocação das pessoas da comunidade. Por exemplo, fabricação de pães, bolos, bolachas, doces etc.”, ressaltou.

Fraternidade
As campanhas da fraternidade da igreja têm como objetivo levar a população a refletir, buscar soluções sobre um tema, na maioria com enfoque social. Em 2011, o tema foi “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e, no ano passado, “Que a saúde se difunda no planeta”. Neste ano, será “Fraternidade e Juventude”, por causa da Jornada Mundial da Juventude que será realizada no Rio de Janeiro, em junho. Segundo o bispo, cerca de 90 jovens de Três Lagoas vão participar do evento.

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