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EFEITO COLATERAL

Drogas para emagrecer podem causar parada cardíaca, alerta nutricionista

Manicure usou medicamento por conta própria e emagreceu 12 quilos, mas ao suspender uso, engordou 37 quilos

10 NOV 2019 - 07h:30Por Tatiane Simon e Steffany Pincela

É  com promessas de diminuir o apetite e a ansiedade, aumentar a taxa metabólica basal e, a mais fascinante da lista: perda de peso a jato que muitas pessoas, principalmente mulheres, se rendem ao uso de remédios emagrecedores. As falsas promessas podem trazer como consequência efeitos colaterais que vão da estética ao risco de parada cardíaca, alerta a nutricionista Keyla Bastos. 

Segundo a especialista em nutrição funcional, esse tipo de medicamento não oferece benefícios para quem faz uso sem prescrição médica. E mais, coloca em risco a saúde. “Os efeitos colaterais são diversos. Os mais comuns são náusea, insônia, boca seca, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, ansiedade, prisão de ventre e pode levar à morte”, ressalta.

A profissional também alerta para os perigos da dependência química que o uso constante dos medicamentos podem gerar. Inclusive os fitoterápicos. “Quando o organismo sentir que não há mais o medicamento, a pessoa volta a engordar  mais rápido que antes”, alerta. Os medicamentos mais comuns e liberados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) são o Sibutramina e o Orlistate.

O segundo, por exemplo, conforme a própria bula, é indicado para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 com sobrepeso ou obesidade. O remédio deve ser prescrito pelo médico especialista na doença e não utilizado por conta própria para fins estéticos. “O uso indiscriminado desse tipo de medicamento tem aumentado. Isso está ligado ao desejo imediato do resultado final de um processo de emagrecimento”, acrescenta.

SANFONA 
A manicure Dayane Pereira já tomou remédios para emagrecer. A experiência não foi nada agradável. Com os medicamentos, ela perdeu 12 quilos. “Cheguei no meu peso ideal. Estava realizada e, então, decidi suspender o uso. Foi aí que tive o efeito sanfona”, conta.

Os 12 quilos eliminados foram recuperados em menos de seis meses. Para piorar, ela ganhou nesse período mais 25 quilos.
A experiência ensinou uma lição para a manicure. “Não adianta querer o imediato. É preciso entrar numa reeducação alimentar e praticar atividade física. Nada cai do céu assim tão fácil. Agora, corro atrás do prejuízo e estou tentando emagrecer com saúde”, finaliza.

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