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Em 2 meses, número de casos de leishmaniose visceral dobra em Três Lagoas

Foram registrados 12 casos da doença este ano, entre eles, a morte de uma criança de sete anos

15 SET 2017 - 06h:45Por Kelly Martins

Em apenas dois meses, o número de casos de leishmaniose visceral humana dobrou em Três Lagoas. Foram seis notificações entre os meses de julho e agosto totalizando 12 casos de moradores com a doença este ano, entre eles, uma criança de sete anos que morreu após ficar internada no hospital, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Devido a incidência, Três Lagoas continua entre os três primeiros municípios de Mato Grosso do Sul com os maiores índices de leishmaniose visceral humana. Fica atrás de Campo Grande e Corumbá.

O que coloca em alerta é a quantidade de casos confirmados este ano que já equivale ao que foi registrado ao longo de 2016. Dessa forma, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) alerta os moradores para manter os quintais e residências limpos, para combater a infestação de mosquitos e animais peçonhentos. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Setor de Endemias, informou que tem promovido encontros de capacitação dos servidores.

“Tomamos essa iniciativa junto à secretária de Saúde, Agelina Zuque, e ao nosso diretor de Vigilância e Saneamento, Francisco Joaquim da Silva, para que nossas equipes tenham a mesma visão de trabalho, no enfrentamento à leishmaniose”, explicou o coordenador do Setor de Endemias, Alcides Divino Ferreira.

A prefeitura também realiza ações de controle à leishmaniose visceral, conforme protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, que inclui a coleta de sangue nos cães no entorno do registro positivo, intensificação das orientações aos moradores e bloqueio em um raio periférico de nove quadras - 900 metros - para pulverização de veneno contra o mosquito palha (transmissor da leishmaniose).

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é o mosquito-palha.

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