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CAMPANHA

Em combate à violência contra mulheres em Três Lagoas, prefeitura lança ‘Agosto Lilás’

Campanha terá jovens e adolescentes como principais protagonistas contra violência da mulher em Três Lagoas

25 JUL 2017 - 16h:46Por Tatiane Simon

O crescente e alarmante índice de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em Três Lagoas foi o gatilho para que a prefeitura lançasse nesta terça-feira (25) a campanha “Agosto Lilás”. O JPNEWS informou em maio deste ano que somente mo primeiro quadrimestre deste ano, foram registrados 485 boletins de ocorrência de violência contra mulheres na cidade - o número equivale a 121 casos de agressão por mês, e quatro por dia.

Com o objetivo de combater a estes dados, a ação é em defesa dos direitos da mulher em situação de vítima de violência doméstica e familiar.

Conforme informou através de sua assessoria de imprensa, o “Agosto Lilás” terá como principais protagonistas os alunos das escolas da rede pública de ensino, ou seja, estudantes adolescentes e jovens de Três Lagoas.

A professora doutora, Romilda Meira de Souza Barbosa, da Gestão de Tecnologia Educacional (GETED) declarou nesta terça-feira (25) no Núcleo de Tecnologia Educacional de Três Lagoas (NTE/TL)  que para “implementação e desenvolvimento de ações específicas para o protagonismo estudantil na (re)produção de campanha de combate à violência doméstica contra a mulher”.

Participaram do encontro de apresentação do projeto e propostas de ações para a Campanha “Agosto Lilás”, a Secretária Municipal de Assistência Social (SAS), Vera Helena Arsioli Pinho; Coordenadora Regional de Educação de Três Lagoas (CRE12), professora Marizeth Bazé Kill; diretor do Departamento de Proteção Social Especial, Luiz Fernando Tondeli Fochi; e a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Vera Renó, acompanhada da psicóloga Cássia Maria Garcia Nunes, da advogada Rafaella Marques de Oliveira e da assistente social Janayna Garcia Bardi.

OBJETIVOS CONCRETOS

O projeto tem como objetivos: desenvolver a campanha “Agosto Lilás” nas escolas da rede pública; fazer uso pedagógico de tecnologias e mídias; sensibilizar maior número de pessoas, cidadãos do bem, quanto aos direitos das mulheres em situação de vítimas de violência doméstica e familiar; promover projetos de ampla divulgação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), “considerada a terceira melhor lei que temos no Brasil, de proteção dos direitos da mulher”, como observou a advogada Rafaella Marques; e identificar e desconstruir padrões rígidos da cultura machista, motivadores da violência doméstica contra a mulher.

VISIBILIDADE DA CAMPANHA

“Em nome do prefeito Angelo Guerreiro, que foi um dos primeiros prefeitos de Mato Grosso do Sul a assinar o termo de compromisso de adesão ao ‘Agosto Lilás’, garanto que daremos todo o apoio e participaremos de todas as ações que deem visibilidade e resultados positivos a esta campanha”, assegurou a secretária Vera Helena.

Entre as ações previstas e em estudo, Vera Helena propôs “um ato público que envolva toda a sociedade e chame a atenção para os crescentes índices de violência contra a mulher”.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 713 Boletins de Ocorrências de violência contra a mulher.

“Infelizmente, desse total, menos de 100 casos chegaram ao conhecimento das nossas equipes do CREAS”, comentou Luiz Fernando.

Entre as ações do CREAS estão “o atendimento social, psicológico, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência”, como informou a psicóloga Cássia Maria ao expor os principais tipos de violência sofridos constantemente pela mulher.

A psicóloga do CREAS explicou que, além da violência física, a mulher ainda sofre com os efeitos e danos da violência psicológica, violência moral, violência sexual e violência patrimonial.

Como observou a professora Marizeth Bazé, devido à violência, “muitas vezes a mulher se sente debilitada e enfraquecida até para buscar ajuda”.

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