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Empreendedor enxerga novo consumo com pandemia e investe em negócio

Negócio funciona como intermediador entre o pequeno agricultor e o cliente, que quer consumir sem precisar sair de casa

2 AGO 2020 - 07h:00Por Tatiane Simon

Milhares de empresas infelizmente encerraram suas atividades em virtude da crise da Covid-19 no país. No entanto, por outro lado, centenas estão surgindo desde o início da pandemia. São novos tipos de consumo e de negócio que estão sendo criadas. A crise financeira provocada pela pandemia do novo coronavírus foi responsável pelo fechamento de mais de 520 mil empresas no país, segundo o IBGE. Manter o mesmo ritmo de faturamento e as contas em dia foram os grandes vilões para muitos empresários que fecharam as portas dos seus negócios. Mas na contramão, o empreendedor Alex Alonso se reinventou.

Ele, que já tinha uma empresa em sociedade com a esposa, não queria dispensar os funcionários e também ter que fechar sua empresa. Foi então, que ainda no início da pandemia, ele teve a ideia de um novo modelo de negócio a partir de uma necessidade que surgia junto com o momento. O negócio do casal funciona assim: eles são a ponte entre o pequeno agricultor, que produz frutas legumes e verduras e o consumidor que quer comprar sem sair de casa .

“O investimento inicial foi baixo e o retorno veio quase que instantaneamente. A empresa nasceu junto com a pandemia. É de pequeno porte mas já emprega um colaborador e o faturamento tem crescido nesses quatro meses”, conta. 

É HORA?
Investir enquanto o mercado está instável parece um ato de muita coragem. E é! O Alex lidou com as críticas, mas também recebeu muita motivação. Segundo Melina Zoteli, advogada especialista em direito trabalhista, vê com bons olhos quem decide empreender em momentos difíceis. “Empreender é sempre um desafio. Mas quando se enxerga que há necessidades novas surgindo, é uma oportunidade de entrar ou se renovar no mercado”, aconselha.

A advogada também acrescenta que investir em cursos online para capacitação e definir o nicho de investimento são essenciais pra quem deseja abrir seu próprio negócio. “É necessário focar em um nicho, inicialmente. Saber para quem vai vender e, nas redes sociais, principalmente, saber a linguagem e o público que pretende atingir”, acrescenta Zoteli.
Para a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, muitos consumidores devem continuar comprando on-line, mesmo após a pandemia. 

“Com a pandemia, muitos segmentos cresceram e outros nasceram. Como o serviço de delivery. Antes da pandemia, nem todos restaurantes ofereciam este serviço e hoje tiveram que aderir. Certamente, o delivery veio para ficar. Outros consumos também vieram junto com a pandemia, como a venda de máscaras. Vemos que o serviço de confecção deste acessório tem crescido muito e, paralelo a ele, a produção de máscaras personalizadas, que também é mais uma oportunidade de faturar em meio à crise financeira que atravessamos”, conclui a especialista.

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