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CERVEJARIA X LAVA-JATO

Empresário que pode ter filial em Três Lagoas é procurado pela PF

Cleber Faria, da Cervejaria Cidade Imperial, é suspeito de pagar propina a políticos

31 JUL 2019 - 21h:05Por Valdecir Cremon

A  Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a 62ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga pagamentos de propinas disfarçadas de doações eleitorais pelo  Grupo Petrópolis, fabricante de diversas marcas de cervejas como Itaipava, Cristal e Lokal. 

Agentes da PF cumpriram 39 mandados de prisão pela 13ª Vara Federal de Curitiba contra o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, e dos dois sobrinhos dele, Vanuê e Cleber Faria - respectivamente donos das marcas TNT e cerveja Império, respectivamente -, que teriam envolvimento com o pagamento de propina a políticos para favorecer o Grupo Odebrecht.

Três executivos da cervejaria de Walter Faria também são acusados pelos crimes. Walter é considerado foragido.

Durante as buscas realizadas em 15 cidades, incluindo Cassilândia, em Mato Grosso do Sul,  os agentes apreenderam R$ 243,3 mil em espécie, celulares, discos de computadores, documentos e contratos.

Cleber Faria possui projeto de instalação de uma filial em Três Lagoas, inclusive com a doação de uma área de 320 mil metros quadrados da Prefeitura, com aprovação pela Câmara, e prazo de construção de dois anos.

A ordem de prisão contra ele é temporária, com duração de 30 dias, que deverá ser cumprida assim que o empresário retornar ao país. 

Em notas divulgadas no final da tarde, as cervejarias afirmam que os empresários já prestaram esclarecimentos sobre os casos, em 2017, e que estão à disposição da Justiça.

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