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SETEMBRO AMARELO

Escola de Três Lagoas exibe monólogo e discute sobre prevenção ao suicídio

Apresentação artística foi apresentada na escola estadual Edwards Correa de Souza

15 SET 2017 - 09h:01Por Tatiane Simon

No mês de combate e prevenção ao suicídio, o chamado Setembro Amarelo, a escola estadual Edwards Corrêa de Souza, no bairro Interlagos, em Três Lagoas, teve a iniciativa de levar o assunto de uma maneira bem lúdica aos alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental. A convite da coordenadoria da escola, o ator e produtor artístico Mateus Alves encenou o monólogo “Lembranças”. A apresentação teatral ocorreu na manhã desta quinta-feira (14) em uma das salas da escola após o intervalo e conta sobre como o homem lida com as tristes lembranças acumuladas ao longo da vida. “A gente mostra as lembranças que machucam e as ‘fugas’ que as pessoas usam para ‘aliviar’, como recorrer à bebida, ao jogo, às drogas. A peça mostra também a tentativa do suicídio que só não é cometido porque há um resgate e o personagem é salvo e volta a acreditar na vida”, explica Alves.

Para a coordenadora pedagógica, Maria Luceli da Silva Maia, o papel da escola vai além de ensinar os alunos. “Nosso objetivo não é só ensinar os alunos, mas sim prestar atenção em sua vida social e emocional também. Eles formam a plateia, porque baseado no comportamento deles, a gente resolveu convidar a Secretaria Municipal de Cultura e o Mateus a apresentar essa peça em valorização à vida”, pontua.

Discutir sobre prevenção ao suicídio com crianças e adolescentes é um grande desafio para os educadores, avalia Maia. “Falar sobre isso é muito delicado. Então contamos com ajuda da forma lúdica, como o teatro e as brincadeiras de valorização à vida. E, a partir do momento que a gente observa alguma mudança comportamental, procuramos conversar com este jovem. Se notarmos que não está resolvendo, chamamos os pais e encaminhamos para os responsáveis”, complementa.

Emilene Cristina Lopes, também é coordenadora pedagógica desta escola, acredita que a presença da tecnologia na rotina das crianças e adolescentes compromete as interações físicas entre eles e familiares. “Nós vivemos em um período onde a tecnologia está bem presente e nossos alunos levam isso para o dia a dia. Eles ficam voltados para este mundo e se distanciam das relações afetivas. Este momento de mudança temos que estar atento, então, é um desafio também para gente”, conta. E alerta sobre os sinais que os jovens emitem quando sentem a falta dos pais. “Eles começam a se cortar para chamar atenção, a tirar notas baixas, muitas vezes, por conta do celular, eles ficam noites e noites acordados e chegam na escola com sono. Um problema vai gerando outro e você começa a perceber nessas pequenas mudanças. Essa ausência está interferindo muito na educação hoje e o jovem não tem estrutura emocional, nem maturidade para estar sozinho nesse momento”, finaliza.

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