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JP 70 ANOS

Espaço para crimes

3 AGO 2019 - 09h:38Por Marcelo Marcos

Ganhou destaque nas páginas policiais do Jornal do Povo, em dezembro de 2017, um crime que chocou Três Lagoas. O caso de um feto encontrado em uma lixeira, movimentou o setor de investigações da Polícia Civil da cidade. 

O recém-nascido, que era um menino, foi achado por garis que faziam a limpeza na cidade. O corpo estava em um saco plástico, juntamente com outros materiais, em um terreno baldio e próximo a um bueiro. 
As investigações, segundo a reportagem da época não levaram ao autor ou a autora do crime. Policiais levantaram a hipótese de o bebê ter sido abandonado pela mãe. 

Após a chegada da polícia, todo o material coletado no local foi levado para identificação e posteriormente encaminhas para o Instituto Médico Legal, IML de Três Lagoas.

ARROMBAMENTOS

Também foi destaque nas páginas policiais de dezembro de 2017 o número crescente de arrombamentos em estabelecimentos comerciais da cidade. Em apenas um mês pelo menos 15 estabelecimentos foram arrombados, uma média de um estabelecimento a cada 48 horas. 

Bandidos encapuzados e na maioria das vezes armados eram os responsáveis pelos crimes. 

Os números chegaram a revoltar os comerciantes da cidade e fez com que as polícias Civil e Militar montassem estratégias para prender os bandidos.

Conforme matéria publicada no dia nove daquele mês, algumas pessoas chegaram a ser presas pelos crimes, o que fez com que os números diminuíssem em determinado tempo.

BRIGA E MORTE

O que era para ser apenas uma briga entre estudantes de um colégio público, como tantas outras, acabou em tristeza e dor para ao menos quatro famílias de Três Lagoas, em outubro de 2002. Um estudante de 19 anos morre e três pessoas ficaram feridas ao serem atingidas por tiros disparados na saída do colégio do bairro Jardim Planalto, na zona Sul da cidade. 

Rafael Nepomuceno foi morto com seis tiros, disparados por duas armas diferentes, dos calibres 38 e 7.65. De acordo com registro da Polícia Militar, ele teria atirado em duas pessoas, poucos minutos antes, e tentado se esconder na casa de uma namorada, no mesmo bairro. 

A PM registrou que a arma dele estava descarregada e que uma das vítimas teria sido ferida no peito, internada em estado grave. A edição seguinte do JP registra que a vítima se recuperava bem e que deixaria a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), do Hospital Auxiliadora, no prazo de dois dias, segundo previsão de médicos. O outro ferido já havia recebido alta.

Na mesma semana, a Polícia Civil conseguiu prender dois suspeitos pelos crimes. Mas, fora do período de flagrante, eles foram liberados da cadeia e responderam a inquérito em liberdade.

Três anos depois, os acusados, que eram irmãos, foram presos novamente por outro assassinato, cometido no bairro São João, também na zona Sul. Em 2017, a dupla foi condenada a penas somadas de 30 anos de cadeia.

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