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EDITORIAL

Estratégias necessárias

Leia o Editorial na edição deste sábado (20) do Jornal do Povo

20 JUL 2019 - 13h:00Por Redação

Empresários da indústria, prestadores de serviços, profissionais liberais e, evidentemente, lojistas, começam a pensar, nestes dias, em estratégias que podem ser usadas para aproveitar mais uma injeção bilionária que o governo federal deverá viabilizar para a economia do país com a liberação de recursos do FGTS e do PIS, estimada em R$ 63 bilhões, mais ou menos. O que cada fará para pôr as mãos em partes desta bolada é a grande questão. 

Entre todos os setores sacrificados da economia, o comércio é o que paga primeiro a conta quando a economia vai mal. Quem comprava não compra mais e quem comprou atrasa pagamento de carnês ou nem paga. E surge um dilema: continuar vendendo ou cortar gastos. 

A necessidade de seguir em frente, comprando e vendendo, empregando e investindo é comum em todos os segmentos da economia para a sobrevivência dos negócios. Sem estratégias, é verdade, nenhum setor resiste à concorrência a cada dia mais acirrada e à elevação de custos que parece desafiar qualquer experiência adquirida. A verdade é que sem estratégia e disciplina será cada vez mais difícil sobreviver.

As questões de agora são se o comércio pode se manter apenas com episódios de liberação de dinheiro retido em contas de programas sociais; se a indústria precisa aguardar por um reaquecimento sazonal da economia para compor estoques e tirar pedidos de vendas; se a roda da economia pode ser girada apenas de tempos em tempos, quando dados estatísticos apontam para o vermelho. Certamente, não!

A adoção de estratégias, hoje, é uma exigência de sobrevivência, mas deveria ser de crescimento não apenas voltada para aproveitamento de situações.

Na mesma linha, o poder público não deveria “apenas” atuar na situação da crise - deveria ser constante no combate ao que impõe derrotas à economia, com estratégias. A liberação dos fundos não pode ser considerada estratégica. É socorro.

Retornando às fatias que cada setor pode conquistar dos R$ 63 bilhões, é certo que o trabalhador deverá ser estimulado a pagar contas e a “limpar” o nome. Mas, é também certo que seja estimulado a investir, a comprar e a usar serviços, porque é isso que mantém a roda girando. E será esse movimento que poderá fazer, quem sabe, ser mais eficiente qualquer combate ao desemprego - o fantasma real mais temeroso que assusta o governo atual, de perigo real ao seu apoio popular.

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