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Estudo aponta que Três Lagoas deve fazer testagem em massa para Covid-19

Relatório técnico feito por pesquisadores da UFMS e de outras duas universidades apresenta indicadores da macrorregião

9 AGO 2020 - 09h:22Por Tatiane Simon

Ampliar a quantidade de testes para Covid-19 aos moradores de Três Lagoas e de todos municípios da macrorregião e intensificar as fiscalizações, durante o período de vigência do toque de recolher, são as principais recomendações que aparecem em um relatório técnico de análise dos indicadores e do índice de morbimortalidade da Covid-19 na macrorregião de saúde de Três Lagoas, recém-publicado por pesquisadores da Rede Geográfica da Covid-19 em Mato Grosso do Sul, feito por pesquisadores das universidades federais de Mato Grosso do Sul (UFMS), da Grande Dourados (UFGD) e do Oeste da Bahia (UFOB). A pesquisa considera os dez municípios que compõem a macrorregião de Três Lagoas, que são Selvíria, Brasilândia, Santa  Rita do Pardo,  Bataguassu, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Paranaíba e Inocência.

O estudo foi divulgado nesta semana e propõe medidas de combate à contaminação e às mortes pelo novo coronavírus, além de propostas em como mitigar as subnotificações da doença - como a sugestão de investir em testagens em massa. Cita ainda ações de controle e limitação da mobilidade urbana dos moradores, cujo interesse é ter maior controle do deslocamento da população e aumentar as taxas de isolamento social na cidade.

O relatório aponta que a baixa testagem é uma das principais limitações para realização de um adequado diagnóstico da situação. “É importante que a gestão se empenhe no enfrentamento da pandemia com investimentos em testagem massiva da população e combate à subnotificação, além de atenção aos aspectos geográficos e socioterritoriais de cada município e da própria macrorregião que facilitam a disseminação do vírus, de modo que as análises sejam cada vez mais próximas da realidade reduzindo o número de mortes evitáveis”, diz o professor da UFMS campus de Três Lagoas. Mauro Henrique Soares da Silva.

A pesquisa analisou dados de novos casos de contaminação, óbitos e incidência da covid-19 até o dia 25 de julho.

ALERTA
De acordo com os pesquisadores, o município de Bataguassu apresentou uma leve queda de casos confirmados, mas ainda se apresenta no nível de Alerta quatro, o que sugere medidas severas evitando deslocamentos desnecessários e apenas os essenciais, de modo a garantir a manutenção da queda da contaminação. “Temos a evolução da contaminação nos municípios de Água Clara, Três Lagoas e Aparecida do Taboado, os quais estão apresentando crescimento acentuado de casos confirmados, sendo que a situação dos dois últimos os classifica como nível de alerta três, exigindo, além das medidas preventivas básicas e da restrição de aglomerações, aplicar procedimentos para  restrições de mobilidade, como por exemplo toques de recolher e limite de funcionamento de comércio e serviços não essenciais”, explica o professor Mauro.

Além disso, sete dos dez municípios da macrorregião de Três Lagoas estão nos níveis de alerta igual ou superior a dois, “o que evidencia a necessidade de políticas públicas entre os municípios para evitar o colapso do sistema de saúde”.

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