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Uso de drogas é confirmado em exames de 16 caminhoneiros em Três Lagoas

Motoristas profissionais foram reprovados em exames toxicológicos realizados em laboratórios

5 SET 2017 - 10h:50Por Kelly Martins

Nos oito meses deste ano, 16 motoristas profissionais foram reprovados em testes toxicológicos em Três Lagoas. O uso de drogas foi identificado em exames feitos em laboratórios por  determinação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS). A lei está em vigor desde dezembro de 2016 e exige a realização deste tipo de teste em motoristas de caminhão e ônibus, em Mato Grosso do Sul. Já em todo o estado, 29 condutores não passaram na avaliação.

A obrigatoriedade do exame toxicológico para os processos de renovação, reabilitação, adição e mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E passou a valer no estado em 15 de dezembro do ano passado após determinação judicial. O exame foi estabelecido em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que entrou em vigor no país no dia 2 de março do ano passado. O Detran-MS recorreu à Justiça contra a obrigatoriedade e obteve liminar. Porém, nove meses depois, a Justiça Federal revogou a decisão. 

Entre os meses de dezembro e agosto deste ano foram feitos 2.015 exames toxicológicos em Mato Grosso do Sul, sendo 90 deles em Três Lagoas. Dez foram barrados nos testes de aptidão física, que incluem exame toxicológico, de visão e respiratório.

O exame é feito apenas quando o motorista vai renovar a CNH ou mudar para uma das categorias estabelecidas na lei. Ele consegue detectar substâncias como cocaína, crack, maconha, anfetamina e suas derivações dentro de 90 dias. O teste deve ser realizado por laboratórios autorizados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que coletam materiais biológicos, como cabelos, pelos ou unhas.

Peso no bolso

O problema apontado pela maioria dos motoristas é o valor do exame. A equipe de reportagem entrou em contato com os laboratórios em Três Lagoas e constatou que o teste chega a custar entre R$ 320 a R$ 340. “É muito caro. Fora da realidade do bolso do trabalhador. Sei que é importante esse tipo de lei que serve para evitar os riscos e as imprudências nas estradas. Mas, o valor poderia ser mais acessível”, avaliou o motorista Luiz Alberto de Souza, de 59 anos, em entrevista ao JPNEWS há dois meses. Ele conta que é caminhoneiro há mais de 20 anos. Sete laboratórios na cidade estão credenciados no Denatran e habilitados para o exame.

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