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Fábrica de papéis domésticos emperra em autorizações e licenças ambientais

Projeto prevê que a celulose produzida nas fábricas de Três Lagoas seja transformada em papéis de uso sanitário

6 JUN 2020 - 07h:00Por Ana Cristina Santos

A instalação de uma fábrica de papéis domésticos em Três Lagoas, cuja obra era para ter iniciado no final do ano passado, ainda não saiu do papel. O projeto, de R$ 190 milhões, prevê que a celulose produzida em Três Lagoa seja transformada em papéis de uso sanitário. 

A pedra fundamental da fábrica foi lançada em setembro de 2019, com previsão das obras de terraplanagem e fundação serem iniciadas ainda em dezembro e, avançar no primeiro semestre deste ano. Entretanto, passados oito meses, nada foi feito no local. 

O empresário Aurio Lima informou ao Jornal do Povo que o início das obras emperrou por problemas burocráticos, como necessidade de adequação do projeto, autorização da Marinha, já que uma balsa será instalada no rio Paraná, bem como anuência de terceiros, já que a tubulação para captação de água no rio passará por outras áreas. Além disso, ressaltou que depende também da liberação das licenças ambientais necessárias para o início da obra. “O projeto está parado nas anuências e licenças ambientais”, disse.

FINANCIAMENTO

Após o lançamento da pedra fundamental, o empresário disse que estaria aguardando a liberação de um financiamento do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) para a instalação da fábrica. Questionado sobre o financiamento, o empresário disse que o processo estava em andamento e não quis entrar em detalhes, mas afirmou que tem parte do recurso para a obra.

A reportagem conversou com o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Aparecido de Moraes, sobre a instalação da fábrica. Ele disse que o projeto estava dependendo de adequações, o que foi confirmado pelo diretor de Fiscalização e Obras da prefeitura, Gustavo  Wenzel. O projeto deve obedecer à Guia de Diretrizes Urbanísticas.  

INDÚSTRIA

A indústria será instalada em uma área de 80 mil metros quadrados, no Distrito Industrial, doada pela prefeitura. A fábrica estava prevista para entrar em operação no primeiro semestre de 2021.

A indústria, que terá capacidade de produção de 30 mil toneladas de papéis de uso doméstico, deve gerar 200 empregos. A proximidade com as fábricas de celulose instaladas na cidade contribuiu para a escolha de Três Lagoas. A Anin já compra o produto da Suzano e da Eldorado Brasil.

O empresário disse que, apesar de toda a burocracia, a empresa está focada na instalação da indústria. Quanto à crise econômica ocasionada pela Covid-19, o empresário disse que o setor de papéis domésticos não foi impactado, pois continua tendo grande demanda em diversos países.

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