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Falta de agilidade prejudica realização de teste do pezinho

Teste do pezinho pode detectar precocemente problemas metabólicos, genéticos, infecciosos e deve ser feito até 30 dias após o nascimento

26 ABR 2013 - 08h:45Por Redação

Uma reclamação feita por um internauta na rede social Facebook levantou dúvidas sobre a agilidade do teste do pezinho em Três Lagoas. De acordo com a mulher, que preferiu não se identificar, todas as vezes que tenta levar sua filha recém-nascida ao posto de saúde no bairro Vila Nova o sistema está fora do ar. O teste do pezinho pode detectar precocemente problemas metabólicos, genéticos, infecciosos e deve ser feito até 30 dias após o nascimento.

A internauta conta que a atendente chegou a relatar que estava encontrando dificuldades de marcar e realizar o teste devido a problemas no sistema informatizado do SUS (Sistema Único de Saúde) e que isso já ocorre há duas semanas.

“Já são 18 dias tentando realizar o teste sem sucesso e isso nos deixa indignado, já que muitas mães levam suas crianças sob um sol escaldante e ainda são obrigadas a voltar para suas casas sem o devido atendimento”, reclamou G.N. 

Procurada pela redação do Jornal do Povo, a Secretaria de Saúde do município confirmou um problema com o sistema, que ficou inoperante por 15 dias. No entanto, garantiu que a partir desta semana tudo estará normalizado. 

“Vale ressaltar que é preciso que as famílias estejam com seus números de carteirinha do SUS em mãos todas as vezes que forem consultar, a fim de agilizar o processo, tenham convênio médico ou não. O problema com o sistema já foi solucionado e está em perfeito funcionamento no bairro Vila Nova. Portanto, os pacientes podem procurar o posto e realizar seus testes ou consultas habituais normalmente”, explicou a Diretora de Saúde Coletiva, Ludmila do Valle Sales. 

Prevenção 
O exame é popularmente conhecido como teste do pezinho, pois a coleta do sangue é feita a partir de um furinho no calcanhar do bebê. O teste é obrigatório por lei em todo o Brasil. A pediatra Luciana Yanasse Trajano dos Santos ressalta que o exame é importante para diagnosticar precocemente as doenças.

“Este exame é responsável por detectar doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, galactosemia, toxoplasmose, entre outras. Todas elas, caso não sejam diagnosticadas no início, acarretam risco de retardo mental atrelado à falta de desenvolvimento e crises convulsivas”, conclui a pediatra.

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