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Falta de infraestrutura compromete assentamento

Sessenta e nove famílias do Assentamento 20 de Março, localizado perto do distrito de Arapuá, vivem em péssimas condições de moradia

31 AGO 2012 - 07h:54Por Redação

Sessenta e nove famílias do Assentamento 20 de Março, localizado perto do distrito de Arapuá, vivem em péssimas condições de moradia. Há dois anos elas moram em barracos de lona e madeira porque até hoje não receberam o recurso do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a construção das casas.


Outro agravante é que no local não existe energia elétrica. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Eliseu Lima de Araújo, já foi feito o convênio com o Ministério de Minas e Energia e com a Elektro para a instalação de energia elétrica no assentamento. Entretanto, a concessionária não fornece energia elétrica em residências de madeira e lona. “É uma situação difícil. Não temos energia por falta de casa, em contrapartida, não temos casa porque o Incra não libera o recurso para a construção”, relatou o presidente do sindicato.

Com a intervenção judicial que ocorreu no Incra de Mato Grosso do Sul, há dois anos o processo de reforma agraria ficou parado. Nessa semana justiça autorizou o órgão a retomar o processo de negociação de terras para a reforma agraria. Nesse período em que houve intervenção no Incra, as atividades praticamente foram todas paralisadas. “O novo superintende do órgão no Estado é uma pessoa com boas intenções, mas até os trabalhos voltarem ao normal leva um tempo”, comentou.

De acordo com Araújo, a infraestrutura no local é precária. Até o momento as famílias contam apenas com água encanada. Ele informou que melhorias nas estradas foram executadas pela Prefeitura. “O Governo Federal deixa muito a desejar. Se não fosse a Prefeitura e a Fibria, empresa que desenvolve um programa de integração de madeira e alimento, não haveria condições de trabalho para algumas famílias do assentamento”, observou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais comentou que é comum ouvir pessoas dizendo que têm famílias que não moram nos assentamentos e trabalham em outros locais. “Esse é um pensamento errôneo. Se não existe apoio e condições da pessoa produzir, como ela vai sustentar a família? Muitos têm que trabalhar em fazendas vizinhas ou na cidade para conseguir o pão, se não o filho morre de fome”, desabafou Eliseu.  

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