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EDITORIAL

Falta de infraestrutura: um desafio à iniciativa

Leia o Editorial publicado na edição deste sábado (21) no Jornal do Povo

21 OUT 2017 - 10h:05Por Redação

Em cinco edições, entre agosto e setembro do ano passado, o Jornal do Povo publicou uma série de reportagens da jornalista Ana Cristina Santos sobre os principais desafios do prefeito que assumiria o cargo em janeiro deste ano. A pauta da série não seria completa se deixasse de fora dois temas - os mais reclamados por três-lagoenses. 

As deficiências do setor de saúde, com unidades básicas dos bairros funcionando de maneira capenga, foi um dos temas porque não há entre usuários da rede de saúde um que deixe de apontar falhas de atendimento,  falta de materiais e a estrutura insuficiente.

Mas, mesmo com esta proeminência da saúde debilitada, não foi esse o tema mais "concorrido" da série de reportagens. Foi a falta de infraestrutura básica desta cidade que espichou para todos os lados na última década que arrancou as críticas mais pesadas. 

O jornal mostrou - como em outras reportagens da pauta - que Três Lagoas dobrou de tamanho a partir de 2008, mas manteve infraestrutura de uma cidadezinha interiorana mal administrada, e que, especialmente pela ótica de seus políticos, precisa mais de lombadas que de redes de escoamento de água de chuva. É isso o que se vê, um ano e dois meses depois da "revelação" do problema.

A expansão dos bairros - em boa parte, desordenada, sem planejamento - mantém este modelo de administração que prefere correr atrás de problemas antes de preveni-los. E apontar erros de antecessores para justificar dificuldades de solução, agora, não acrescenta nada, exceto ampliar a lista de desculpas tantas vezes repetidas.  E não foi essa a promessa da campanha eleitoral que se desenvolveu à época das reportagens. Pelo contrário, foram prometidas soluções.

O temporal que caiu na cidade nesta quinta-feira (19) serviu para revelar, mais uma vez, que a administração pública de Três Lagoas mantém seu raio de ação apenas onde a solução de problemas é simples, fácil e que não requer superpoderes de nenhum governante. E nunca foi essa  a cobrança! Mas, após 10 meses da troca de comando político da cidade, é claro que morador das ruas sem sistemas de drenagem, com baixo índice de rede coletora de esgoto, e ainda muitas fossas sépticas, sem calçamento e asfalto, bem que gostaria de fazer uma revisão nas promessas da campanha eleitoral. 

Bairros da periferia, como o Parque São Carlos e Paranapungá, continuam sofrendo  quando cai qualquer quantidade de chuva. Nesta quinta, quando a medição da precipitação ainda estava em torno de 10 mm, por volta das 17h, moradores das duas localidades reviviam pesadelos com casas alagadas, ruas intransitáveis e prejuízos múltiplos, além do risco à vida. 

Nesta edição, o Jornal do Povo mostra, mais uma vez, que os problemas de infraestrutura prosseguem sem iniciativa de solução, exceto a busca por emendas orçamentárias em reuniões ineficientes com deputados e senadores, em Brasília. Os recursos próprios, por mais elevados que sejam, nunca são suficientes. Falta dinheiro, iniciativa, projeto, ou noção da realidade.

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