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DEPOIMENTO

Filha diz que Joice não tinha intenção de matar Camilo

Júri popular da cabeleireira Joice Espíndola da Silva é realizado nesta 4ª no Fórum de Três Lagoas

21 AGO 2019 - 14h:00Por Kelly Martins

Em depoimento durante o júri popular da cabeleireira Joice Espíndola da Silva, a filha dela, Beatriz Espíndola, de 18 anos, declarou a intenção da mãe não era matar Camilo de Freitas. “Minha mãe não queria machucar ele, só queria proteger os filhos”. Joice é acusada de matar Camilo durante um discussão no bairro Bom Jesus da Lapa, em Três Lagoas, no dia 20 de 2018.

Nesta quarta-feira (21) ocorre o julgamento e Beatriz foi arrolada como testemunha de defesa. Ela e outros dois irmãos, de 11 e 16 anos, estavam na caminhonete juntamente com a mãe quando o crime ocorreu. Beatriz disse que a família voltava da festa de aniversário dela. Ao passar pela rua Josino da Cunha Viana viu um casal discutindo.

“Vimos um homem agressivo, chacoalhando  uma mulher pelo braço. Eles estavam para o lado de fora do carro que, incluive estava atravessado na pista. A porta do carro estava aberta e eles discutindo. Minha mãe passou bem devagar para ver o que estava ocorrendo e de repente prestar ajuda à mulher.  Fomos parando a caminhonete mais à frente porque minha mãe tinha a intenção de pegar a placa do carro. O Camilo viu que estávamos devagar e já ficou irritado. Com isso, a caminhonete afogou e ele [ Camilo] já veio em nossa direção xingando e questionando o que estávamos fazendo ali”, relatou a testemunha.

O depoimento de Beatriz durou quase duas horas. De acordo com ela, no momento em que Camilo foi em direção à caminhonete, Joice e o filho de 16 anos saíram de encontro com a vítima. Beatriz e o irmão de 11 anos permaneceram no carro. “ Ele estava muito, muito irritado, agressivo. E já começou ir para cima da minha mãe e irmão. Minha mãe voltou para pegar a faca no carro. Mas vi que o tempo todo ela tentava proteger o meu irmão. Ficava no meio de nós. Eu e o meu irmão mais novo fomos de encontro com eles. Peguei um pedaço de pau que era do painel de decoração da  minha festa de aniversário que estava no carro. Mas só para me proteger porque estava em pânico com medo de ser atacada. Mas acabou que joguei essa madeira na rua, meu irmão assustou quando viu que eu segurava um pedaço de pau. Não usamos ele para nada”, reforçou.

Ao ser questionada pelo juiz Rodrigo Pedrini, da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, sobre como foi o momento da facada, a testemunha alega que ocorreu em um momento em que Joice tentou separar o filho da vítima. “Acho que ocorreu um choque entre os dois. Porque minha mãe não foi com a faca para desferir o golpe. Ela só colocava no meio dos dois. Mas na hora em que colocou acho que o Camilo veio de encontro aí o atingiu”, concluiu Beatriz.

Foram arroladas nove testemunhas, sendo cinco de defesa e quatro de acusação. Porém, duas delas escolhidas pelo Ministério Público Estadual não foram encontradas e nem intimadas pelo oficial de Justiça por mudarem de cidade. Dessa forma, sete pessoas prestaram depoimento no júri até o início desta tarde, no Fórum de Três Lagoas.

 

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