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TRêS LAGOAS

Filho de cabeleireira pode ser investigado por morte de Camilo

Ministério Público avalia possível participação de menor no assassinato de Camilo de Freitas da Silva

29 SET 2018 - 09h:30Por Valdecir Cremon

Um procedimento instaurado no Ministério Público de  Três Lagoas avalia a participação de um dos filhos da cabeleireira Joice Espíndola da Silva no assassinato a facada de Camilo de Freitas da Silva, em maio deste ano, durante uma briga de rua, na zona Norte da cidade. A avaliação considera se o menor, de 16 anos, teria ajudado a mãe a cometer o crime com uma faca.

O promotor Moisés Casarotto, responsável pelo caso no MP, não deu entrevista. A reportagem apurou que o adolescente deve prestar depoimento nos próximos dias e que peças do inquérito policial do homicídio podem ser usadas na nova investigação.

Em depoimentos, testemunhas relataram que o menor teria segurado Camilo após ele e Joice discutirem. Camilo e a mulher Larissa Laís Fontoura se desentenderam após a saída de uma festa. Joice interveio, supostamente para evitar agressões contra a mulher e alega ter sido xingada por ele. Após a facada, o menor tentou estancar o sangramento no peito da vítima. Se for confirmada a participação, o menor pode ser denunciado à Justiça e levado a uma unidade de internação para infratores.

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça e a juíza substituta da 1ª Vara Criminal, Daniela Endrice Rizzo, negaram pedidos de liberdade à cabeleireira. Parecer do ministro Felix Fischer foi acompanhado por unanimidade pelo plenário do STJ, no julgamento de recurso contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que manteve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Três Lagoas na semana do crime. A defesa alegava direito de Joice de cuidar de um filho de 12 anos, com autorização de que ela pudesse aguardar o julgamento em casa. No segundo pedido, feito por novos advogados nomeados por ela, a alegação foi de que a cabeleira é primária, possui bons antecedentes e residência fixa. O pedido antecede audiência de instrução do processo, marcada para 8 de outubro, em Três Lagoas.

Nesta sexta-feira (28), Joice recebeu autorização para ir ao funeral de um irmão de 46 anos, morto por infarte. Ela foi levada por policiais militares e pôde ficar cerca de uma hora no velório, com familiares. 

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