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Fórum de Sustentabilidade da Pecuária acontece nesta quinta

Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Tereza Cristina, falará sobre os desafios estratégicos para o Agronegócio

29 NOV 2012 - 09h:50Por Redação
Hoje, acontecerá em Três Lagoas o 1º Fórum de Sustentabilidade da Pecuária da Costa Leste do Mato Grosso do Sul. O evento é uma organização do Sindicato Rural de Três Lagoas e acontecerá no Parque de Exposições Joaquim Marques de Souza.
 
Na manhã dessa terça-feira, o presidente do Sindicato Rural, Pascoal Luiz Secco, participou do programa RCN Notícias da Rádio Cultura FM (106,5 Mhz) para falar sobre o evento. Pascoal informou que o objetivo do encontro é levar esclarecimentos e informações aos produtores rurais.
 
A abertura do evento será às 19h30, com a apresentação do presidente da Famasul, Eduardo Riedel, que vai falar sobre as atuações das entidades de classe frente ao agronegócio. Às 19h50, será a vez da secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur). Ela vai falar sobre os desafios estratégicos para o agronegócio do Estado; integração, lavoura e pecuária. “A Tereza Cristina é uma parceira nossa e da Famasul, está sempre ligada a assuntos da agropecuária. Ela vem para fazer uma explanação, falar do agronegócio e do desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, do FCO, e sobre como o produtor tem que se enquadrar diante da integração da lavoura e pecuária”, adiantou.
 
Às 20h10, Maria Stella Lemos de Melo Saab, mestre e doutora em administração de empresas pela FEA/USP, coautora do livro “Estratégias para a Carne Bovina Brasil”, fala acerca da cadeia da carne bovina, sob o seguinte tema: uma visão do mercado à pecuária com sustentabilidade. Às 20h40, haverá a palestra com a advogada Samanta Pineda, advogada e consultora formada pela faculdade de Direito de Curitiba , especialista em direito socioambiental pela PUC-PR e com habilitação em coordenação de gestão ambiental pela DGQ da Alemanha. Ela é consultora Jurídica para assuntos ambientais e falará sobre o novo código florestal.
 
Para o presidente do Sindicato Rural, esse tipo de evento é importante para que o produtor possa fazer o seu planejamento e tenha uma melhor capacidade de rebando. Muitos atrelam o Sindicato à festa agropecuária que ocorre no mês de junho, entretanto, Pascoal disse que o trabalho da entidade vai além dessa festa. “O trabalho do Sindicato Rural é árduo. Trabalhamos sempre em parceria com a Famasul e com o Senar, que é o nosso parceiro no oferecimento de cursos para os funcionários dos produtores rurais e até para eles mesmos”, comentou.
 
REBANHO
Durante o RCN Notícias, o presidente do Sindicato Rural falou sobre a situação da pecuária no município, uma vez que houve uma redução em torno de 40% do rebanho com a entrada das florestas, responsável por 15% dessa redução. O restante, a grande maioria, foi em consequência das pastagens que estão degradadas.”
 
De acordo com Pascoal, a degradação das pastagens tem trazido muitas dificuldades para o produtor rural, que tem diminuído o número de cabeças de gados em suas propriedades. Estima-se que, Três Lagoas, haja de 600 a 700 mil cabeças de gado. O município, segundo ele, já chegou a ter mais de um milhão de cabeças. 
 
Os motivos para essa diminuição, conforme o pecuarista, deve-se ao alto valor que é necessário para ser investido em tecnologias e insumos para a recuperação das pastagens. “Outro agravante é o preço da arroba e os frigoríficos, que suspenderam as compras de boi nos últimos dias. Tudo isso dificulta para o produtor”, frisou.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural, esse tem sido um dos motivos pelos quais vários produtores rurais passaram a arrendar suas terras para o plantio de eucalipto. “Eles passam a ter uma receita mensal e não têm despesas com a reforma das fazendas e nem com insumos, mas o pecuarista tradicional é resistente e luta para continuar no ramo. O rebanho não acaba, isso é um ponto passível, mas é dificultoso. Porém, ele pode diversificar na produção, destinando um espaço para  as florestas e outro para a agricultura e pecuária”, observou. 

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