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DIA DAS MÃES

"Fui só uma vez e fingi que não o conhecia", diz mãe de árbitro de futebol

A mãe do árbitro de Três Lagoas, André Luiz Rodrigues, é lembrada o ano inteiro pelos torcedores

14 MAI 2017 - 07h:00Por Kelly Martins

Não apenas no Dia das Mães, mas ela é lembrada o ano todo nos estádios de futebol. Isso. A mãe do árbitro. Alvo constante dos torcedores e que não tem nada haver com o que acontece nos campos. A dona de casa Maria Lúcia da Costa Santos, de 62 anos, mãe do árbitro sul-mato-grossense André Luiz Rodrigues da Silva, afirma que foi apenas uma vez assistir a atuação do filho. “É constrangedor. Eu fiquei no meio da torcida e ouvi muitos xingamentos. Não há respeito”, contou em entrevista ao JPNEWS. Naquela ocasião, Maria disse que preferiu fingir que não conhecia o filho para evitar ouvir os adjetivos que recebe quando ele está arbitrando.

Mas garante que atualmente já consegue enfrentar com sorriso todos os “elogios” dos torcedores quando André Luiz está atuando em campo. Mesmo distante dos campos de futebol e assistindo o jogo pela televisão. “Nesse momento somos lembradas por vizinhos, parentes, amigos. Não temos nenhuma ligação com o que está ocorrendo, mas a mãe é quem paga o pato”, ironizou.

André Luiz é árbitro da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul tanto de campo, como de salão. Já apitou jogos das Séries A e B do campeonato estadual, partidas da Copa Campo Grande, disputas amadoras em Três Lagoas e outras cidades do estado. Ele tem mais dois irmãos e foi o único a seguir carreira esportista. Está na área há 19 anos e também professor de educação física.

“Mãe de campo”

Ele explica que até hoje fica chateado com os xingamentos e a falta de respeito com as mães. Por isso separa a “mãe de campo” e a “mãe da vida”. “A primeira é figurativa e trata-se de uma personagem. Os xingamentos são de maneira global e não levo em consideração. A minha mãe de verdade me ama e sempre cuidou muito bem de mim. Ela não me xinga”, finalizou. 


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