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NEGÓCIO

Fusão bilionária extingue marca Fibria nesta segunda

Fusão coloca Três Lagoas em destaque por sediar as unidades com maior capacidade de produção da empresa

12 JAN 2019 - 08h:03Por Valdecir cremon

A partir desta segunda-feira, dia 14, a Suzano - uma das gigantes mundiais da fabricação de papel e celulose - assumirá o controle da Fibria, empresa do mesmo ramo, igualmente de porte grande, que possui duas unidades em Três Lagoas e outras em Aracruz (ES), Jacareí (SP) e de Eunápolis (BA). Para isso, desembolsará R$ 27,8 bilhões a acionistas da Fibria pela fusão e controle de 46,5% das ações da indústria.

Os números em torno do negócio são gigantes. A união cria a maior produtora de papel e celulose da América Latina, com valor de mercado de R$ 79 bilhões, capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de celulose e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. Até o final de 2019, a companhia terá 37 mil colaboradores diretos e indiretos e 11 unidades de fabricação, capazes de abastecer 90 países e gerar R$ 26 bilhões em exportações.

A fusão coloca Três Lagoas em destaque por sediar  as unidades com maior capacidade de produção da empresa. Em 2017, o Ex-presidente da Fibria, Marcelo Casteli, revelou planos de instalação da terceira unidade de produção na cidade, com orçamento estimado em R$ 7,5 bilhões, semelhante ao custo da segunda fábrica, inaugurada em 2018. 

Nesta semana, a holding emitiu um comunicado ao mercado para anunciar a emissão de 255,4 milhões de novas ações. 

DIREÇÃO

O comando da nova companhia ficará com o presidente da atual Suzano, Walter Schalka. O atual vice-presidente de finanças, Marcelo Bacci, também continua.

Não há informações completas sobre o futuro das plantas três-lagoenses em termos de direção. A informação mais segura é de que o gerente industrial Maurício Miranda será mantido no cargo original. Outros setores devem ser ocupados por diretores da Suzano.

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