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Greve atinge 100% das agências bancárias

Cartazes foram fixados nas agências bancárias da cidade

19 SET 2012 - 08h:02Por Cláudio Pereira

A greve dos bancários, iniciada ontem em várias cidades do país, atingiu 100% das agências bancárias de Três Lagoas. Ontem, não houve expediente em nenhum banco. Os clientes tinham acesso apenas aos terminais eletrônicos. Segundo a presidente do sindicato que representa a categoria, Thelma Regina Canisso, as sete agências bancárias, compostas por aproximadamente 140 bancários, aderiram à paralisação.

Logo pela manhã, os bancos já estavam com cartazes afixados com informações sobre a greve. Durante todo o dia, representantes do Sindicato dos Bancários estiveram em frente às agências para fortalecer o movimento e evitar que algum banco rompesse o acordo estabelecido, em assembleia da categoria, realizada no último dia 12.

A presidente do sindicato informou que a movimentação foi tranquila em frente aos bancos, o que pode ser constatado pela reportagem. Diferente dos demais dias, ontem não havia filas nas agências e o número de pessoas que compareciam em busca de atendimento era pequeno. “Como já passou a primeira quinzena, é natural que a movimentação nas agências diminua. Sem contar que essa greve teve um diferencial das demais. Da definição da assembleia até a deflagração da greve, houve uma semana para os clientes prepararem-se e anteciparem algum serviço”, comentou.

Durante o período em que a reportagem esteve percorrendo as agências, algumas pessoas foram utilizar os terminais eletrônicos e outras ainda tinham a expectativa de serem atendidas pelos funcionários na parte interna. O pecuarista Francisco Martins do Amaral veio de Cassilândia para resolver um problema no Banco do Brasil, porém, deparou-se com a agência fechada.

O aposentado Geraldo Tenório Albuquerque também não tinha conhecimento da greve. Ele esteve no Banco do Brasil para resolver um problema de um cartão de crédito e se deparou com a agência fechada. O aposentado disse que a greve atrapalha, mas também entende e compreende a decisão dos bancários. “Eu respeito, porque é a maneira que eles encontram para conseguir o reajuste”, salientou.

Como alternativa nesse período de greve, a presidente do sindicato informou que a população pode pagar as contas nas casas lotéricas, caso não esteja com a data de pagamento atrasada e também no banco popular. Ela destacou que os terminais eletrônicos estarão sempre abastecidos e funcionando normalmente nesse período.

Ela disse ainda que não existe tempo determinado para o término da paralisação. “A greve está nas mãos dos banqueiros. Se eles aceitarem a nossa proposta, os bancários encerram a greve e retornam ao trabalho”, justificou. Os bancários reivindicam um reajuste salarial de 10,25%, menos de 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5%.

Entretanto, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu apenas 6%. A categoria cobra ainda uma maior participação na PLR (Participação de Lucros e Resultados), bem como vale-alimentação e refeição no valor de um salário mínimo (R$ 622); Plano de Cargos e Carreiras para todos os bancários; cumprimento da jornada de trabalho de seis horas, entre outras reivindicações. A categoria reivindica também a contratação de mais bancários, melhores condições de trabalho, assim como a abertura de novas agências.

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