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HOMICÍDIO QUALIFICADO

Homem que matou esposa enforcada e enterrou corpo em fazenda vai a júri popular

Crime ocorreu em fevereiro do ano passado e júri será na próxima quarta-feira (7)

2 MAR 2018 - 13h:00Por Tatiane Simon

Luciano Nunes de Brito, 41 anos, irá a júri popular acusado pela morte da esposa Vanda Júlio Braga, com 42 anos na época. O crime ocorreu na fazenda em que moravam, distante 97 quilômetros de Três Lagoas, no dia 10 de fevereiro do ano passado.

Brito será julgado quarta-feira (7), no tribunal de Júri do fórum de Três Lagoas, por prática dos crimes de homicídio qualificado por feminicídio (contra a mulher por razões da condição do sexo feminino) e pela forma cruel (asfixia) e também pelo crime de ocultação de cadáver. A pena pode chegar a 30 anos.

A sessão do tribunal do júri será presidida pelo juiz Rodrigo Pedrini, às 13h. Na sessão, inicialmente, haverá o sorteio dos sete jurados que irão compor o conselho de sentença. Em seguida, será distribuída para leitura dos jurados cópias da denúncia, da pronúncia e do relatório do processo. Após esse trâmite, serão ouvidas cinco testemunhas de defesa e o réu será interrogado. Na sequência, ocorrerão os debates entre acusação e defesa. Por fim, os jurados se reunirão em sala reservada para responder aos questionamentos e decidir se o réu será condenado ou absolvido. A previsão é de que a sentença saia no fim da tarde de quarta-feira.

Entenda o caso

Segundo a acusação, o réu assassinou a mulher enforcada com uma corda de nylon e, em seguida, colocou o corpo da vítima em sacos e utilizou um trator para transportá-lo. Com uma escavadeira manual, ele fez um buraco de aproximadamente um metro e meio de profundidade e enterrou o cadáver. Teria ainda colocado alguns galhos secos por cima do corpo. Na época, Brito chegou a confessar à Polícia Civil que havia assassinado a esposa e que a enterrou para não levantar suspeitas. Ele também mostrou aos policiais o local exato onde enterrou a esposa e deu detalhes de como praticou o crime.

Depois de aproximadamente três horas de escavação, o corpo de Vanda foi retirado do buraco e levado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol). A corda usada pelo acusado para enforcar a vítima, ainda estava no pescoço dela.

O acusado está preso preventivamente desde fevereiro de 2017 na Penitenciária Masculina de Segurança Média de Três Lagoas. Este foi o primeiro caso de feminicídio registrado em 2017.

De acordo com o advogado de defesa, Nivaldo da Costa Moreira, o réu não possui nenhuma passagem anterior pela polícia e “agiu por impulso e passionalmente”.

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