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Horário de trabalho de servidores da saúde é alterado

Todos os funcionários da saúde vão trabalhar 8h diárias, a partir desta segunda-feira

6 JUN 2013 - 08h:47Por Redação

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota e afixou cartazes em pontos estratégicos a fim de informar à população que, a partir desta segunda-feira, as clínicas especializadas - Clínicas da Criança e da Mulher, Saúde do Trabalhador, Centro de Especialidades Médicas (CEM), Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e Centro de Cirurgia e Diagnóstico (CCD) - iriam  funcionar nos períodos matutino e vespertino, das 7h às 11h e das 13h às 17h. No entanto, em reunião realizada na tarde de ontem, ficou determinado que os atendimentos permaneceriam das 6h às 18h, sem intervalo para almoço – como era antes da mudança no horário de atendimento da administração municipal. As 12 horas de funcionamento foram garantidas através de remanejamento dos profissionais dessas unidades especializadas de saúde. 

Segundo a secretária de Saúde Pública, Eliane Brilhante, até então os profissionais eram divididos em duas equipes, com turnos de seis horas corridas. O remanejamento, porém, visa igualar o horário de trabalho dos servidores municipais da área da saúde já que nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégia de Saúde da Família (ESF) e postos de Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) a jornada dos funcionários é de 8h. “Havia funcionários das clínicas especializadas descontes em trabalhar duas horas a mais em relação aos colegas das UBS, ESF, EACS, e ganhar o mesmo salário”, informou Brilhante.

A mudança no horário foi motivada também devido à indignação de muitos pacientes. No período da manhã, antes da retomada no atendimento normal, a equipe do JP esteve no CEM. Entre os entrevistados, estava a aposentada Joaquina Moreira Ferreira, 64. Moradora da Vila Zucão, ela conta que, com o horário atual de atendimento, já existem filas longas na farmácia do Centro de Especialidades Médicas (CEM).  “Imagina depois de diminuir o horário de atendimento. Isso aqui vai virar um tumulto”, arriscou.

Além dela, a assistente social Maria Lúcia Castro, 39, sempre aproveita o horário de almoço para ir até o CEM. “Esse novo horário vai me atrapalhar muito”, disse. Ela reclamou também que no Centro há poucos funcionários para atender a demanda. “Esperei mais de uma hora em pé para ser atendida. Isso é desumano”, completou.

HORÁRIOS
Segundo Brilhante, com as 12 horas de atendimento e o rodízio de funcionários em 8h diárias de trabalho, as clínicas terão mais servidores à disposição da população. Assim, reclamações como a de dona Joaquina e Maria Lúcia serão sanadas.

Para coordenar o trabalho dos servidores, será feito um cronograma individual com horários de entrada e saída dos trabalhadores. 

FALTA DE MEDICAMENTO
A aposentada por invalidez, Nice Teixeira, 58, disse à equipe de reportagem do Jornal do Povo, que faz uso diário de remédios controlados, os quais retira na farmácia do CEM. Porém, segundo ela, é comum o medicamento estar em falta. Outra pessoa que reclamou da falta de remédio foi a aposentada Maria Aparecida Rodrigues, 70. Ontem, ela foi até a farmácia buscar calmante, mas a atendente informou esse medicamento está em falta. “Como vou comprar remédio se a minha aposentadoria vai toda em alimentação, água e luz”, disse inconformada.

Ao ser questionada sobre a situação, a secretária de saúde garantiu que não há falta de remédios nas farmácias municipais.

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