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INOVAÇÃO

Hospital Auxiliadora terá setor de hemodinâmica em fevereiro do ano que vem

Ala de atendimento avançado em cardiologia do Hospital Auxiliadora de Três Lagoas deverá funcionar em fevereiro de 2019

22 DEZ 2018 - 07h:30Por Ana Cristina Santos

O Hospital Auxiliadora de Três Lagoas está instalando um setor de hemodinâmica - grande aliado para o atendimento cardiológico. Hoje, pacientes da cidade e da região, que necessitam desse atendimento, precisam viajar para grandes centros no país. No Estado, apenas hospitais de Campo Grande oferecem o serviço.

Segundo o diretor administrativo do Auxiliadora, Marco Antonio Calderon, o serviço será inaugurado até fevereiro de 2019, e pacientes poderão realizar diagnósticos e procedimentos terapêuticos utilizando a técnica do cateterismo e implantação de stents, entre outros, em Três Lagoas. Médicos de São José do Rio Preto (SP) - cidade referência em cardiologia - vão integrar a equipe do Auxiliadora na nova ala, que vai funcionar em um prédio exclusivo, que está sendo construído, entre outras  reformas e ampliações em andamento.

Ainda de acordo com o diretor, a Unidade de Terapia Intensiva, por exemplo, hoje com dez leitos, terá 30 até o ano que vem. O mesmo deve ocorrer no setor de hemodiálise, em números e previsão semelhantes. “No ano que vem, o hospital vai mudar bastante. Estamos caminhando em um planejamento, inclusive, para que tenhamos uma UTI neonatal”, destacou.

CERTIFICADO

Nesta semana, o hospital recebeu uma certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos, que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente.

De acordo com a gerente de qualidade do Auxiliadora, Daniela Mekaru, o hospital passou por vários procedimentos e se adaptou a  padrões de avaliações das organizações de saúde para ser certificado. E isso, disse ela, possibilitou melhorias em atendimentos a pacientes.

No Estado há apenas quatro hospitais gerais “acreditados”. O Auxiliadora é a única instituição filantrópico com a certificação. 

Para Marco Antônio Calderon, apesar de gastos elevados para adequação às normas, o resultado foi positivo. “Os métodos estão focados no atendimento ao paciente”, frisou.

Calderon destacou que o apoio da sociedade tem sido importante para na evolução do hospital porque a unidade acumula déficit financeiro mensal para atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 90% do atendimento do hospital é voltado a pacientes do SUS. Apesar disso, a instituição não recebe recursos públicos para cobrir as despesas.

No próximo ano, o hospital vai completar 100 anos de fundação. Para a diretora- geral da instituição, Aurélia Brioschi, “a certificação é resultado de um bom trabalho, que vem em processo de evolução a cada ano”.

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