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EFEITO COVID-19

Hospital suspende cirurgias eletivas por falta de anestésicos

Insumos estão sendo reservados em caso de necessidade para tratamento de pacientes com Covid

11 JUL 2020 - 08h:00Por Ana Cristina Santos

O Hospital Auxiliadora de Três Lagoas suspendeu as cirurgias eletivas pelo SUS e por convênios por falta de insumos, em especial de anestésicos. Além disso, os procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência são submetidos a análise de uma comissão para verificar a necessidade ou não de serem realizados no momento. A decisão, segundo o diretor administrativo do hospital, Marco Antônio Calderón, ocorre em decorrência da necessidade do uso de anestésicos no tratamento dos pacientes que estão internados na UTI com o novo Coronavírus.

O diretor informou que, por enquanto, o hospital dispõe desses insumos, mas pode faltar, conforme a demanda de pacientes com Covid, ou se forem utilizados em outros procedimentos. O problema é mundial, e a maioria dos países e estados, enfrenta essa situação. 

Em razão disso, Calderón informou que há 20 dias o hospital suspendeu as cirurgias eletivas e uma comissão analisa a necessidade de realização ou não dos demais procedimentos. Foi liberado a realização de procedimentos que não necessitam de anestésicos. 

O diretor classificou a situação como preocupante. “Cada paciente de UTI Covid utiliza em média 15 ampolas por dia. Se multiplicarmos isso por dez,  estamos falando de 450 ampolas por dia, e multiplicando por 30, e se 50% desses pacientes que estão na UTI utilizarem, teremos que ter um estoque  mínimo de  três mil ampolas”, exemplificou, ressaltando que para comprar cerca de 500 ampolas por mês o hospital tem enfrentado dificuldades, inclusive por conta da paralisação em alguns lugares que são importantes na produção desse medicamento.

Outra situação que tem dificultado bastante, de acordo com o diretor, é que a receita do hospital apresentou queda nesse período de pandemia, pois o atendimento foi reduzido em 70%. Com isso, a arrecadação do hospital teve uma redução de R$ 2 milhões por conta na queda de convênios particulares que, segundo o diretor, equilibra os gastos com o atendimento SUS.

Calderón informou que no final de maio o hospital recebeu R$ 1,4 milhão, divididos em três parcelas para o custeio do atendimento de pacientes com a Covid. Também recebeu R$ 1,8 milhão do Ministério da Educação para ajudar no custeio. Além disso, recebeu mais R$ 300 mil de emendas para custeio e R$ 25 mil para o setor de hemodiálise no tratamento de pacientes com o novo Coronavírus. O hospital não recebeu nenhum valor referente os R$ 20 milhões que o governo federal destinou para a prefeitura, exclusivamente para ações no combate a Covid-19.

 

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