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ECONOMIA

Inflação alta diminui poder de compra

Economista ressalta que além dos fatores negativos

16 JAN 2021 - 10h:39Por Giovanna Dauzacker

Campo Grande encerrou 2020 com a maior inflação entre as capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,85%, foi puxada, principalmente pela alta nos preços da batata inglesa, de 95,33%, do arroz, de 75,31%, óleo de soja, de 65,85% e das carnes, que fecharam o ano com aumento de 25,38% em valores. O indicador, que também serve de parâmetro para o Estado, mostra que os consumidores sul-mato-grossenses perderam o poder de compra.
Na média anual, todas as nove categorias registraram variação positiva. A maior inflação foi registrada por Alimentação e bebidas, de 16,72%, seguida por Transportes, que registrou 6,97%, e Habitação, que teve 6,68% de alta no preço dos produtos no ano passado.  Em dezembro, a variação subiu 1,51%, o segundo maior resultado desde janeiro de 2014, quando a série histórica teve início no município. O índice fica abaixo apenas de março de 2015 (1,79%).
No último mês do ano, sete, de nove grupos de produtos e serviços tiveram alta. Somente Educação e Comunicação registraram queda na inflação, de -0,19% e -0,28%, respectivamente.
Segundo o economista Michel Constantino, a pandemia fez com que as pessoas ficassem mais em casa, o que aumentou os gastos com alimentação. “As pessoas comeram mais em casa. Isso tudo fez com que os preços ficassem mais altos, já que a demanda pelos produtos aumentou”.
Ele ressalta que os aumentos nos preços dos combustíveis e da energia elétrica, principalmente no final do ano contribuíram para o resultado. Entretanto, Constantino avalia que a inflação também representa o crescimento da Capital. 
“Não podemos somente olhar pelo lado negativo. É negativo de um lado pela perda do poder de compra, agora se a gente olhar pelo lado positivo, nosso Estado cresceu mais, a Capital também, o que trouxe mais consumidores para o nosso mercado interno”, acrescenta.
O economista ainda orienta que é preciso adapatar hábitos de consumo para “driblar” a inflação. “Eu costumo dizer que a gente sempre precisa repensar os hábitos em momentos como, por exemplo, será que uso a energia da melhor forma possível? São pensamentos que precisamos sempre ter”, completa. 

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