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INSS gasta R$ 7,9 milhões em auxílio doença por acidente

Na maioria dos casos, acidentes no caminho para o trabalho

1 FEV 2013 - 08h:05Por Arthur Freire/JP

O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) liberou, no ano passado, o total de R$ 7.967 milhões em auxílio doença por acidentes do trabalho apenas em Três Lagoas. O recurso foi distribuído aos mais de mil atendidos pela Previdência Social naquele ano, entre eles trabalhadores de Três Lagoas, que deram entrada naquele ano; migrantes de outras localidades, e também contribuintes que já recebiam o benefício antes de 2012. 

“No caso do auxílio doença por acidente de trabalho, o benefício só é suspenso quando o trabalhador está totalmente reabilitado. Ou seja, esses mil assegurados não se machucaram no ano passado. Em muitos casos, eles estão em processo de reabilitação há anos e estão recebendo o auxílio há mais de quatro anos”, completou Leidir de Freitas, chefe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O número de beneficiados permanece na mesma média registrada em 2011, assim como outro dado importante: os acidentes de trânsito continuam sendo a principal causa de entrada no auxílio doença por acidente de trabalho. De acordo com Leidir, estima-se que mais de 50% dos auxiliados pelo INSS se acidentaram à caminho do trabalho, no trânsito. “O que também configura acidente de trabalho, já que ocorreu no trajeto para o trabalho”, explicou.

Para elidir, os acidentes de trajeto, rumo ao trabalho, estão impactando diretamente a Previdência Social de todo o Brasil. “Em Três Lagoas, estamos passando por uma mudança no perfil social da população. Hoje, a maioria está usando motocicletas para ir para o trabalho, o que tem aumentado consideravelmente o número de acidentes e, consequentemente, os pedidos de auxílio doença por acidente”, disse.

ACIDENTES
Para se ter uma base da quantidade de acidentes envolvendo motociclistas no município, segundo informações da Polícia Militar, no ano passado, foram registrados dois mil acidentes de trânsito. São 213 a menos se comparado ao ano anterior. No entanto, destes mil envolveram motocicletas. As estatísticas apontam que houve queda também no número de acidentes com motos – em 2011, foram 400 acidentes a mais. No entanto, o número de mortes cresceu de sete, em 2011, para dez, em 2010. A Polícia Militar, porém, registra apenas os casos de morte registrada no local e não após internação. Mais de 90% dos acidentes registrados no ano passado tiveram vítimas. 

OUTROS CASOS
Além do auxílio doença por acidentes de trânsito, a chefe do INSS também destaca a existência de outros fatores que também são caracterizados acidentes de trabalho, como lesões e distúrbios psicológicos. “Quando o contribuinte dá entrada na Previdência, não é registrado de início que se trata de um acidente de trabalho. Este trabalho é feito exclusivamente no ato pericial. Por isto, não temos dados exatos por tipo de acidente. Mas, o que posso perceber é que, além dos acidentes de trânsito, também chamam a atenção os transtornos psicológicos, como a depressão e crises de estresse, que tem aumentado e que estão relacionadas ao trabalho. Além disto, temos lesões como o LER, que é um desgaste decorrente das ações repetitivas”, disse.

No ano passado, o INSS atendia uma média de três mil beneficiados com o auxílio doença. Destes, de 30% a 40% estavam ligados a acidentes de trabalho.

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