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POPULAÇÃO

Já somos 121 mil

Estimativa divulgada pelo IBGE nesta semana mostra crescimento de habitantes

31 AGO 2019 - 07h:30Por Ana Cristina Santos

Já somos 121.338 habitantes! Esta é a estimativa da população de Três Lagoas divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (28). A data de referência do levantamento é 1º de julho de 2019.
Em 2018, a população de Três Lagoas era de 119.464 habitantes. Em um ano, a cidade ganhou 1.924 novos moradores.  Líder em crescimento industrial, entre as principais cidades do Estado, Três Lagoas só perde para Campo Grande, com 895.982 habitantes e para Dourados com 222.949 moradores. Corumbá aparece em quarto com 111.435 habitantes.

Em dez anos Três Lagoas ganhou 31,8 mil novos moradores. Em 2009, a população da cidade era de 89.493 pessoas. O número de habitantes que Três Lagoas ganhou nos últimos dez anos é maior do que a população de 65 municípios do Estado, composto por 79 cidades. Além dos moradores fixos, Três Lagoas tem ainda uma população flutuante estimada em mais de 10 mil habitantes, que não são contabilizadas pelo IBGE.

PROJEÇÃO
As estimativas de população divulgadas pelo IBGE têm acompanhado a projeção feita pela equipe de técnicos que realizaram o Plano de Ação Três Lagoas Sustentável, em 2016, o qual apontou que, em um cenário futurista, a população do município deve ter um incremento de 151% em 2030, com um acréscimo de 52.152 novos habitantes, comparado com dados oficiais de 2010 do IBGE. Segundo a projeção, até 2030, Três Lagoas terá 163.776 habitantes. Já em 2050, pode saltar para 227.331 moradores.

O estudo, levando em consideração o período de 2000 a 2010, revela que a cidade tem uma taxa média anual de crescimento de 2,56%- cerca de duas vezes mais rápido do que a taxa brasileira 

GERAL
Conforme a estimativa 2019, Mato Grosso do Sul tem 2.778.986 pessoas. O Estado ganhou 30.873 habitantes em um ano. Já a população brasileira foi estimada em 210,1 milhões.

Arrecadação acompanha crescimento populacional

A arrecadação de Três Lagoas tem acompanhado o crescimento populacional da cidade. Em dez anos, o orçamento do município aumentou 183%, o equivalente a R$ 343 milhões a mais do orçamento de 2009, que era de R$ 187 milhões, e que em 2019, está estimado em R$ 530 milhões.

Entretanto, em 2018 a arrecadação de Três Lagoas devido superávit chegou a R$ 619,4 milhões –R$ 432 milhões a mais do que em 2009. Em 2019, o município caminha para ultrapassar o valor da previsão orçamentária. De acordo com o Portal da Transparência, até agora, faltando ainda quatro meses para encerrar o ano, a prefeitura já arrecadou R$ 407,9 milhões, o equivalente a R$ 51 milhões por mês e, R$ 1,7 milhão por dia.

Arrecadação de Três Lagoas tem acompanhado o crescimento populacional. Arte/Danielle Leduc 

‘Serviços públicos precisam acompanhar crescimento populacional’, diz professora

De acordo com a professora e doutora em geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Edima Aranha, estudos da geografia urbana já apontavam que as cidades médias teriam crescimento populacional maior que as grandes. E o crescimento habitacional de Três Lagoas, segundo ela, está relacionado a posição que o município se encontra, sendo referência para outras cidades da região.

Outro fator que contribuiu para esse crescimento de habitantes, de acordo com ela, está relacionado à industrialização, principalmente após a instalação do complexo de celulose. Edima ressalta que a arrecadação continuará crescendo se houver demanda de produção.

Apesar de alguns fatores positivos com o aumento populacional e de receita, a professora alerta que os gestores públicos fiquem atentos às dimensões desse crescimento, seja no aspecto social ou ambiental.  O aumento na demanda pelos serviços públicos nas áreas de educação, saúde e habitação, é um dos pontos citados pela professora. Segundo ela, esses serviços precisam acompanhar esse aumento de habitantes.

“Muitas pessoas vêm para Três Lagoas, mas nem todas serão inseridas no mercado de trabalho. Algumas, sem condições de pagar aluguel, acabam ocupando áreas, e morando em barracos”, destaca, como já ocorre na cidade.
Com isso, de acordo com ela, aumenta o crescimento na periferia. “As pessoas acabam morando em bairros afastados, onde não tem escolas, saúde...  De um lado da cidade ficam os pobres morando em barracos e do outro, pessoas com poder aquisitivo residindo em condomínios fechados, mas também nas ‘bordas da cidade’”, destaca, ressaltando que Três Lagoas já possui pontos de favelização, e que se não houver uma política habitacional, a tendência é que a cidade tenha favela. 

“Quanto mais a cidade cresce, mas esses problemas estarão visíveis. Tem todo um lado positivo, porque aquece o mercado imobiliário, o comércio, a cidade ganha visibilidade, mas o peso social dos serviços públicos que a prefeitura preciso investir, é muito maior”, destaca.

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