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TRÊS LAGOAS

Lagoa abriga mais de 150 capivaras e animais não serão retirados

Certeza é da Secretaria de Meio Ambiente, que prefere vasectomizar os roedores

26 SET 2017 - 06h:30Por André Barbosa

Desde o mês de maio deste ano, biólogos da Secretaria de Meio Ambiente e Agronegócios (Semea) de Três Lagoas realizam levantamento semanal da quantidade de capivaras que habitam a Lagoa Maior. Na última quarta-feira (20), foram detectados 153 indivíduos, entre filhotes e adultos macho e fêmea. O número tem se mantido sem alteração e, com o resultado, a pasta informou que não vai retirar os bichos do local. Em primeira análise, a opção deverá ser a vasectomia. 

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Celso Yamaguti, a pasta aguarda o orçamento de um técnico ambiental da Universidade Federal de Campo Grande, para possível realização de vasectomia nas capivaras macho. “Para isso, será envolvido o trabalho de veterinários, dardo tranquilizantes para imobilizar os animais, autorização do (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Tudo isto tem um custo que deverá ser verificado pelo professor da UFMS e, posteriormente, fazermos uma análise”, disse.

Yamaguti afirmou que, a princípio, por conta do custo elevado, não deverá remover os animais da Lagoa Maior, como ocorreu com os jacarés adultos que habitavam o local. “Para retirar os animais, tem um custo elevado. E a retirada dos animais não é uma garantia de diminuição da população, pois sempre vão aparecer outro grupo de capivara, para ocupar aquele espaço. Muitas vezes, com um ou dois anos, até dobra a quantidade de indivíduos. Uma certeza temos é de que, se o custo é alto, optaremos pela vasectomia ou deixar como está. Mas, neste último caso, em uma pré-análise, sem a vasectomia, teremos um aumento dessa população e então uma contenção será ainda muito mais cara”, apontou o secretário.  

Os próximos levantamentos na Lagoa deverão acontecer no período noturno, a fim de se verificar outros animais. “Vamos iniciar um trabalho de contagem noturna, orientados pelo técnico que esteve no município, no início deste mês. No final do ano começa a parte de reprodução dos animais, mas estaremos preparados para saber o que está acontecendo e se aumentou ou não, a população dos bichos”, informou.

População

Até o momento, dos 153 indivíduos contabilizados, 31 são filhotes. Ainda de acordo com os técnicos da Semea, desde o mês de maio, período em que o levantamento teve início, não houve aumento da espécie, na Lagoa Maior. “Detectamos a diminuição de seis indivíduos, que morreram vítimas do trânsito no entorno da Lagoa. Estamos aguardando o fim do ano, para compararmos os dados, pois é o período de reprodução dos roedores que têm gestação de até 150 dias”, finalizou o secretário.

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