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FEMINICÍDIO

Laudos atrasam fim de inquérito policial

Assassinato de Halley Coimbra Ribeiro Junqueira completa 90 dias neste sábado

14 ABR 2018 - 13h:18Por Valdecir Cremon

A demora de órgãos de medicina legal e de criminalística de São Paulo e de Mato Grosso do Sul em concluir e entregar à Polícia Civil laudos de necrópsia e de balística do primeiro caso de feminicídio deste ano, em Três Lagoas, emperram a conclusão de inquérito aberto na Delegacia da Mulher da cidade para apurar o assassinato da produtora rural Halley Coimbra Ribeiro Junqueira - crime que completa 90 dias neste sábado (14).

Halley foi morta com três tiros disparados pelo ex-marido, o engenheiro Renato Bastos Otoni, de 62 anos, dentro da casa da família, no bairro Santa Júlia, zona Norte da cidade. A mulher foi surpreendida pelo assassino e morta pelas costas, quando retirava água de uma geladeira. Otoni foi visto por uma filha de Halley quando fugia do local. Na residência também estavam duas filhas pequenas do casal. Dois dias depois, o corpo dele foi encontrado dentro de um carro abandonado em uma estrada de terra, em Castilho (SP). A polícia apontou suicídio.

A morte de Otoni comprometeu o encerramento do inquérito porque a investigação foi iniciada pela Polícia Civil paulista. De lá devem sair o laudo do possível suicídio e o exame da arma encontrada no banco do carro, que pode ter sido a mesma usada no assassinato de Halley. 

A delegada da Mulher, Letícia Mobis Alves - responsável pelo caso - também aguarda um laudo do Instituto Médico e Odontológico Legal de Três Lagoas. As três peças devem ser juntadas ao inquérito, para conclusão, antes do envio ao Ministério Público.

O tempo usual para a conclusão de casos de homicídio é de 30 dias. 

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