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Licitação do Porto Seco de Três Lagoas sai ainda neste ano, diz Jaime Verruck

Quatro empresas estão no pleito para entrar na briga pela compra da fábrica de fertilizantes da Petrobras. A russa Acron é uma delas

6 JUN 2020 - 09h:00Por Marcus Moura

O momento de crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus tem desafiado governos a diminuir o máximo possível os impactos no crescimento industrial mantendo o equilíbrio das receitas. Mato Grosso do Sul se destaca neste contexto, já que mesmo com toda insegurança dos investidores, vários projetos que garantirão empregos estão sendo anunciados em meio a pandemia. Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a governança integrada e bem articulada do governador Reinaldo Azambuja faz toda diferença neste cenário. Na entrevista desta semana, Verruck explica como o Estado está atravessando a crise garantindo os cuidados essenciais à saúde da população e gerando empregos, além de acreditar que até o final do ano a licitação para o Porto Seco de Três Lagoas deve avançar.

Com toda essa retomada da economia e garantia de investimentos não podemos deixar de falar de Três Lagoas, que é o polo industrial mais importante do Estado. Um dos empreendimentos mais aguardados na cidade é o Porto Seco, que depende de uma ação integrada entre o município, a Semagro e a Receita Federal. Em qual estágio está o empreendimento?

VERRUCK O Porto Seco já tem uma área definida, os empresários apresentaram a documentação necessária à Prefeitura para que a gente consiga avançar na licitação. Por conta da pandemia, o processo sofreu um atraso no cronograma, mas faltam poucos documentos a serem apresentados para que a Prefeitura doe a área de cerca de 100 mil metros quadrados a União. A partir daí, a gente pode fazer a licitação junto a Receita Federal para a concretização do Porto Seco. Neste momento da COVID, a interlocução com o Governo Federal ficou prejudicada devido a impossibilidade de reuniões presenciais, mas os três-lagoenses podem esperar uma resolução da licitação do porto seco ainda neste ano. É um investimento fundamental por Três Lagoas ser um hub de distribuição e produção industrial. 

Além do Porto Seco, o que o senhor destaca como importante neste momento?

VERRUCK Esse ano Mato Grosso do Sul assumiu a liderança da exportação de celulose no Brasil graças a produção em Três Lagoas. Nós já tínhamos uma exportação forte, porém consolidamos a liderança no período e, principalmente, garantimos o funcionamento das fábricas. É importante falar também da produção de biomassa com a retomada das obras da usina da Eldorado Celulose, que haviam sido suspensas devido a COVID-19. Então, no ano que vem nós já teremos a produção de energia através da biomassa vendida. Três Lagoas tem muitos fatores importantes a serem sempre ressaltados. Uma das principais agora é a questão da logística, os investimentos na BR-262, na terceira pista. Os anéis rodoviários também são outros pontos emergenciais para se pensar, inclusive, no aumento da competitividade da cidade. O escoamento facilitado da produção é fundamental num polo industrial como Três Lagoas.

Outro ponto sempre lembrado é a UFN3, que há anos aguarda uma resolução no processo de venda. Temos alguma novidade em relação a retomada das negociações? 

VERRUCK O processo da UFN3 continua normalmente dentro da Petrobras. A gente tem conversado semanalmente com a empresa e está tudo dentro do cronograma. Temos aí uma informação informal que quatro empresas se habilitaram para entrar na disputa da compra, inclusive a Acron, que já vinha trabalhando com isso. Então, a gente tem uma grande expectativa para que 2020 seja o ano de resolução da UFN3 para que em 2021 a gente possa retomar essa obra que é tão importante para o país.

O mundo inteiro está atravessando uma crise econômica causada pelo novo coronavírus, porém Mato Grosso do Sul, mesmo num momento crítico, tem muitos investimentos e projetos sendo planejados neste período. Qual o motivo desta diferença?

VERRUCK Aqui no Estado fizemos uma opção lá em janeiro, quando criamos o comitê da COVID, que tentaríamos manter um alinhamento de discussão dos investimentos, levando em conta os impactos econômicos da pandemia, prevendo um impacto no consumo e até um possível lockdown. Assim, definimos estratégia para mantermos a estrutura de captação de investimentos e, inclusive, na área pública, mesmo com toda crise fiscal. Em Jaraguari, o governo fez a compra de uma área de 99,1 hectares visando o estabelecimento de indústrias e empresas. A gente tem uma política muito clara de só fazer este tipo de investimento quando temos a sinalização de que haverá a instalação de indústrias porque o foco é gerar empregos. Hoje, para este empreendimento temos uma lista de mais de 14 indústrias interessadas em se instalar neste núcleo, das quais, duas já tem processos bem avançados. Mas fora isso podemos citar nesta semana que fechamos a instalação de um frigorífico de processamento de tilápia, em Itaporã. Também assinamos com uma empresa que vai produzir estruturas de painel solar, em Paranaíba. Tivemos também a reabertura do frigorífico na cidade, que representa 500 empregos. Anunciamos em Anaurilândia uma fecularia, via FCO, além de outros investimentos. Nosso compromisso agora é com a retomada da economia. 

 

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