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Longe do sedentarismo, adolescentes optam por treinamento funcional

OMS revela que 4 em cada 5 adolescentes no mundo não praticam atividade física

15 DEZ 2019 - 07h:30Por Tatiane Simon

Quatro em cada cinco adolescentes são sedentários no mundo hoje. O dado é de uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e mostra que  81% dos adolescentes entre 11 e 17 anos de idade não cumpriam as recomendações de pelo menos uma hora de atividade física por dia. Do outro lado da tabela, estão os 19% dos adolescentes que estão colocando o corpo para se mexer. Seja no ambiente escolar, com aulas de educação física, ou nas academias. Para os amigos três-lagoenses Mateus Moreira Siketo de Paula, de 15 anos, e Gabriel das Neves Corrêa, de 16, o tempo de estudos é dividido com o futebol e com treinamento funcional.

“O treinamento funcional melhorou a qualidade do meu sono, alimentação e concentração nos estudos. Sempre tive o costume de jogar futebol com os amigos, mas quando decidi colocar uma atividade física diária como rotina, senti muita diferença. Tanto no corpo, esteticamente, quanto no estilo de vida”, descreve o estudante, Gabriel Corrêa.

EM MOVIMENTO

De acordo com o educador físico, José Augusto Dias,  iniciar a prática de uma atividade física ainda na adolescência auxilia na mobilidade e flexibilidade desse jovem. “Na realidade, colocar o corpo em movimento é mais simples do que parece. O treinamento funcional, por exemplo, é para todas as pessoas e de todas as idades. Treinar somente com o peso do corpo é simples, mas não é fácil. Não é como na musculação, que a carga é adaptável”, explica.

O educador físico também considera que fugir do sedentarismo na adolescência pode ser auxiliar na ansiedade e, entre as meninas, no controle dos sintomas da TPM (tensão pré menstrual). “Nessa idade, os hormônios estão aflorados. É muito estresse, autocobrança e ansiedade que os adolescentes lidam. Treinar ajuda a relaxar, libera o hormônio do prazer e bem-estar”, complementa.

PAIS ATIVOS

Os pais lideram com o exemplo. Pais mais ativos têm filhos mais ativos. A nutricionista Melissa Siketo que o diga. Além de ser uma profissional da saúde, é praticante de treinamento funcional há quase 10 anos. O filho Mateus Moreira Siketo de Paula segue à risca a dieta em casa. Na academia, treina junto com a mãe. “Para mim, é tudo bem natural. Venho de uma criação em que a atividade física está presente desde a infância. Não deixo de vir treinar e de jogar bola com meus amigos. Afinal, meu sonho é ser jogador profissional de futebol. Preciso me cuidar desde jovem”, relata o estudante.

Para a mãe, é motivo de orgulho. “Os alimentos ultraprocessados estão na rotina alimentar de muitas crianças, infelizmente. Isso associado ao sedentarismo pode levar ao diabetes e hipertensão”, alerta a nutricionista Melissa.

 

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