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Marco do início do progresso, ferrovia atrasa ritmo da cidade

Alerta sonoro, falta de cancelas em passagens de nível e manobras de trens geram transtornos

31 AGO 2012 - 08h:02Por Danilo Fiuza

 Antes símbolo do progresso, a ferrovia hoje atrasa o ritmo da populaçãode Três Lagoas. A cidade convive com três situações que estão incomodando os moradores nos dois lados da linha férrea. Os trilhos cortam a cidade, que cresceu em torno deles e agora atrapalham as pessoas na travessia das passagens de nível.


Se os trilhos atrapalham, as composições de locomotivas e vagões que deslizam sobre a ferrovia também causam transtornos. Nos dois casos, as situações quem incomodam são os riscos de acidentes nas passagens de nível por falta de cancelas, a poluição sonora provocada pelo apito em área hospitalar e as manobras inconvenientes.

As opiniões divergem sobre a solução ideal e há setores que até defendem a permanência da ferrovia e sua revitalização, além de restauração da estação, construída em 1910. 

A solução oficial, no entanto, já foi selada – o contorno ferroviário, obra do Governo Federal, que está parada e já consumiu aproximadamente de R$ 42 milhões. Além da paralisação por falta de trilhos, Tomada de Contas Especial determinou a suspensão do contrato da obra em razão de indícios de irregularidades.

TRANSPORTE URBANO

No início de julho, em discussão pela internet, o promotor de Justiça Antonio Carlos Garcia de Oliveira, defendeu a revitalização da estação utilização do trecho da ferrovia que corta a área urbana em linha de transporte de passageiros, por meio de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Para avançar nessa proposta, de acordo com a Prefeitura, seria necessário um estudo de viabilidade, o que inicialmente é descartado, com base nas estatísticas de utilização do transporte urbano de passageiros. Não haveria demanda. A ativação de transporte de passageiros ligaria Jupiá e Vila Piloto às Vilas Haro e Verde ou seguiria até o distrito de Arapuá. Não haveria passageiros para distribuir no trecho intermediário. 

O Governo do Estado projeta a revitalização, mas sem os trilhos. A ideia é implantar obras de paisagismo, praças de alimentação, equipamentos de lazer e descanso, área para atrações culturais, bibliotecas e iluminação especial. Pelo projeto anunciado pelo governo, seria construído um calçadão com todas essas benfeitorias, inclusive piso tátil e lojas de artigos regionais, playgrounds e pórticos, obras semelhantes às executadas em Campo Grande.

“A cidade cresce a cada dia e não há mais onde estacionar. Deve-se pensar o transporte público de qualidade. É sabido que as pessoas só andam de carro porque não há transporte de boa qualidade, isso ocorre em todos os lugares do mundo, então, não podemos perder o bonde de história. Basta revitalizar o trilho, fazer belas estações e teremos transporte barato, bonito, rápido por um bom tempo”, defende o promotor de Justiça em opinião postada na internet no dia 3 de julho. 

Mesmo que hipoteticamente, entre os segmentos que defendem a permanência dos trilhos e sua utilização para trens de passageiros, o Deptran recebeu proposta até de construção de passarelas nas passagens de níveis. Na passagem que divide as avenidas Cloadoaldo Garcia e Filinto Muller, a proposta reacendeu a ideia do viaduto.Não há nenhum projeto ou dotação em orçamento prevendo obras que envolvem a ferrovia, em razão do contorno ferroviário.

“Temos um trilho pronto e acabado, bastando a construção de pequenas estações e o VLT, que é um trem curto, bonito, atravessaria a cidade de Norte a Sul, é caso do Município verificar se é possível sua instalação. Bastam os estudos”, sugere o promotor Antonio Carlos. 
 

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