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‘Mato Grosso do Sul está na era digital’

Secretário estadual de Fazenda anuncia implantação de passagem eletrônica em terminais rodoviários de Campo Grande

21 JUL 2019 - 07h:00Por Giovanna Dauzacker

Mato Grosso do Sul já está na Era Digital. Desde 2016, a Secretaria estadual de Fazenda tem atuado para que serviços sejam migrados para ambientes virtuais. Em julho deste ano, a SeFaz informatizou a abertura de empresas, que agora pode ser feita de maneira totalmente digital, através do E-Jucems. Outra mudança tecnológica foi implementada no setor rodoviário estadual, com o intuito de fomentá-lo: as empresas que prestam serviço de transporte intermunicipal são obrigadas, a partir de agora, a utilizarem também o bilhete de passagem eletrônico, chamado de BP-E. O Estado é o primeiro do país a implantar a inovação, que traz alterações somente para quem fornece, ou seja, os usuários poderão comprar a passagem online, mas ainda terá a opção de retirar o voucher no guiché da rodoviária. De acordo com o secretário estadual de Fazenda, Felipe Mattos, ainda neste ano, mais plataformas e ambientes virtuais serão disponibilizados ao contribuinte.

Jornal do Povo - Mato Grosso do Sul tem implantado muitos aplicativos e sistemas virtuais, como é o caso do E-Jucems. Como essa modernização beneficiado o Estado?

Felipe Mattos O Estado vem adotando essa política há alguns anos já. A Secretaria de Fazenda, em especial, vem trabalhando nessa linha de aumentar, gradativamente, o atendimento online. Desde 2016, a secretaria fechou algumas agenfas [agências fazendárias] e transformou outras em postos de atendimento, visando que, cada vez mais, o contribuinte seja atendido através das plataformas digitais do Estado. Isso otimiza os gastos públicos, reduz custos com pessoal, com custeio com os prédios públicos, além de dar maior agilidade ao contribuinte. Nós temos trabalhado em outros programas e aplicativos que devem ser lançados ainda esse ano.

JP - A estrutura tecnológica do Estado está sendo modernizada também?

Mattos O Estado vem buscando um financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID], de um projeto chamado Profisco 2, em que disponibilizará U$ 47 milhões para a modernização dos sistemas de pagamento e de arrecadação, que hoje já está bem digitalizado, virtual. Mas o processo de despesas do Estado ainda é todo físico. Então, temos trabalhado na modernização através de contratação de empresas para o desenvolvimento de software, de sistemas. E com o Profisco 2, acredito que vai melhorar ainda mais. Um dos objetivos do projeto, que inclusive está no contrato de gestão assinado entre a Secretaria de Fazenda e o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, é tornar 100% digital o processo administrativo na Secretaria de Fazenda. Para quando o cliente entrar com qualquer recurso, o processo tramitar de maneira totalmente virtual.

JP - Mato Grosso do Sul é o pioneiro em autorizar o uso obrigatório do bilhete de passagem eletrônico, a que se deve essa mudança?

Mattos Se deve a um acordo que foi realizado no Conselho Nacional de Política Fazendária [Confaz] entre os Estados brasileiros, através de um ajuste, e que obrigou a todos a implantarem o BP-E. Mato Grosso do Sul foi de fato o pioneiro, e o coordenador nacional do programa é um auditor fiscal de carreira da Secretaria de Fazenda aqui do Estado. Nós lançamos a plataforma, e está implantada desde o dia primeiro de julho, com o objetivo de acompanhar de maneira online todo o transporte intermunicipal de passageiros. O Estado não detinha informações sobre isso, porque até então, os bilhetes eram físicos e a Secretaria de Fazenda toda informatizada em relação a arrecadação. Então, esse era um segmento muito importante que estava fora de toda essa sistemática tecnológica. Agora, Mato Grosso do Sul o insere também dentro do processo digital e virtual.

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