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VIGILÂNCIA PREJUDICADA

Metade das câmeras de monitoramento de Três Lagoas continua sem funcionar

Equipamentos instalados em pontos estratégicos da cidade em 2015 custaram R$ 1,2 milhão

3 FEV 2018 - 07h:10Por Ana Cristina Santos

Mais da metade das 36 câmeras de monitoramento instaladas em pontos estratégicos de Três Lagoas para contribuir com a segurança pública e ajudar na redução da criminalidade, continua sem funcionar, desde o ano passado.

Os equipamentos foram instalados em junho de 2015, com gasto de R$ 1,2 milhão, por meio de convênio entre o município e a Petrobras, como parte das ações mitigadoras de impactos ambientais da instalação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3) no município.

O não funcionamento total das câmeras motivou a Prefeitura de Três Lagoas a contratar uma empresa para fazer um levantamento dos problemas apresentados pelos equipamentos.  

De acordo com o secretário municipal de Administração, Gilmar Tabone, o relatório já foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público Estadual para saber de quem será a responsabilidade pelos equipamentos e manutenção do serviço. 

O relatório aponta que algumas câmeras estão queimadas e outras sem energia elétrica. “As câmeras precisam ser consertadas. Precisa ser analisada a questão do recurso para saber de quem será a responsabilidade, se da prefeitura, ou do Estado. A única coisa que podemos afirmar é que as câmeras pararam de funcionar por falta de manutenção”, disse Gilmar. Cada câmera custa R$ 50 mil.

O secretário entende que esse sistema de monitoramento é importante para ajudar na segurança pública da cidade, entretanto, afirma que seria necessário um convênio com o governo estadual para manutenção dos equipamentos.

COBRANÇA
Nesta semana, representantes do Conselho Comunitário de Segurança, composto por representantes de diversas entidades de Três Lagoas entregaram um ofício ao comandante geral da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, coronel PM Waldir Ribeiro Acosta solicitando o conserto das câmeras. 

“Inicialmente funcionou bem, mas como todo equipamento necessita de manutenção e reparos periódicos, constatamos que atualmente o sistema não funciona plenamente, com muitas avarias e defeitos, necessitando de imediata intervenção dos órgãos públicos de segurança para que funcione plenamente”, diz o ofício encaminhado ao Secretário estadual de Justiça e Segurança Pública.

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