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SAúDE

Militares do Exército vão ajudar em força-tarefa contra epidemia de dengue

Três Lagoas vive epidemia da doença, com 200 casos suspeitos em janeiro, mais de mil confirmados em 2018 e duas mortes

12 JAN 2019 - 13h:10Por Kelly Martins

Agentes de saúde e do Setor de Endemias de Três Lagoas vão contar com a ajuda de soldados do Exército para uma força-tarefa contra a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de diversas doenças. A cidade vive uma epidemia de dengue, encerrando 2018 com mais de cinco mil casos suspeitos registrados, mais de mil confirmados e duas mortes. Também iniciou 2019 com 200 notificações da doença. 

Militares da 3ª Bateria de Artilharia Antiaérea vão atuar em conjunto com os servidores nos bairros que apresentaram alto índice da proliferação do mosquito, como Paranapungá, Interlagos, São Carlos, Vila Piloto e Vila Nova, entre outros com casos de pacientes diagnosticados com dengue. 

O coordenador do Setor de Endemias, Alcides Ferreira, disse que vai solicitar o reforço dos militares. “Estou conversando com o Exército e ainda vou formalizar o mutirão”, disse. 

A ação deverá ser realizada de casa em casa, com um trabalho de conscientização de moradores e também à procura por recipientes com de água parada, onde pode haver procriação do Aedes. A mobilização deverá iniciar ainda neste mês. 

Em dezembro do ano passado, o quartel disponibilizou 50 militares, cinco caminhões e duas caminhonetes, para enfrentamento contra o mosquito no bairro Jardim Dourados. Lá, foram recolhidos dezenas de objetos que poderiam ser transformados em criadouros do mosquito, em visita a cerca de 900 imóveis. 

A Secretaria de Saúde frisa que 80% dos criadouros do mosquito são encontrados dentro de casas habitadas e em estabelecimentos comerciais da área central de Três Lagoas. Por isso, a pede mais conscientização dos moradores na limpeza de quintais. Donos de terrenos sujos estão sendo multados. 

MORTES

Uma mulher de 50 anos, moradora do centro da cidade, foi a segunda vítima fatal de dengue em Três Lagoas. A morte ocorreu dia 25 de dezembro do ano passado. A primeira morte de 2018 foi a de um adolescente, de 13 anos, morador no bairro Paranapungá, dia 10 de dezembro. Uma terceira morte supostamente por dengue é investigada. Trata-se de um homem de 46 anos, que morreu em 26 de dezembro de 2018.

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