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Ministério corta R$ 5,5 milhões da obra do anel rodoviário de Três Lagoas

Corte de recursos da Lei Orçamentária Anual, segundo o engenheiro do Dnit, não atrapalha no cronograma de execução da obra

4 MAR 2017 - 10h:42Por Ana Cristina Santos

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão cancelou aproximadamente R$ 5,5 milhões dos R$ 19 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual de 2017 (LOA), por meio de emenda parlamentar, para a execução da obra do contorno rodoviário de Três Lagoas, orçado em mais de R$ 10 milhões.

De acordo com a assessoria técnica do ministério, apesar do corte, a obra continua prevista na LOA 2017, com R$ 13,46 milhões previstos. Segundo o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) de Três Lagoas, esse corte não prejudicará na execução da obra, prevista para iniciar no final deste ano, se tudo ocorrer dentro do programado.

Marinho informou que o Dnit está concluindo o termo de referência para que as empresas de celulose Fibria e Eldorado possam contratar a empresa que vai elaborar o projeto executivo do anel rodoviário. As duas empresas se comprometeram em doar o projeto executivo, que constará o valor exato e como será a obra. A previsão é de que até abril a empresa possa iniciar a execução do projeto, que deve ser concluído no prazo de seis meses.

Após isso, segundo o engenheiro, é que o Dnit abrirá licitação para a contratação da empresa que vai construir o contorno. A intenção, de acordo com Marinho, é de que até o final deste ano a obra possa ser iniciada. Caso isso não aconteça, ele disse que o recurso previsto para esse ano na LOA ficará como “restos a pagar” para 2017.
Segundo Marinho, essa é uma obra complexa que será executada no prazo de dois anos. “Estão previstas obras de artes, viadutos, enfim é uma obra grande com 25 quilômetros de estrada nova”, explicou.

No ano passado, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, quando esteve em Três Lagoas, garantiu que a construção do contorno rodoviário será prioridade do governo federal.

ALTERNATIVA

O anel rodoviário é apresentado como alternativa para superar o conflito entre tráfego urbano e rodoviário. Os primeiros estudos da obra começaram em 2009, com o levantamento estatístico de incidência de acidentes no trecho e cálculo da projeção de acréscimo do tráfego de veículos nas rodovias BR-262 e BR-158 - principalmente de carretas - em razão da construção e duplicação das fábricas de celulose de Três Lagoas.

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