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Mototaxistas relatam divergências em relação à nova lei

6 AGO 2012 - 10h:14Por Redação

Para Sérgio da Silva, 40 anos, mototaxista há sete anos, a qualificação é positiva para os profissionais, mas não será o suficiente para a redução dos acidentes de trânsito. Isso porque, segundo Silva, a grande maioria dos acidentes e infrações têm os jovens condutores como principais vítimas e causadores. “Não adianta exigir qualificação de nós uma vez que eles continuarão abusando da velocidade. Eu posso garantir que nem 5% das colisões são provocadas por profissionais que utilizam a moto como ferramenta de trabalho”, destacou.

A opinião de Silva foi aprovada pelo mototaxista Donizete de Oliveira Araújo, de 52 anos. Há 15 na profissão, ele disse que já presenciou inúmeros acidentes, mas em quase nenhum deles havia profissionais envolvidos. Para que o trânsito seja mais seguro, ele acredita que a fiscalização deve ser intensificada. “Não adianta cobrar apenas dos mototaxistas. É preciso realizar um trabalho que atinja todos os motociclistas do município”, completou.

Júlio César Albino Ribeiro, 41, há cinco meses na profissão, acredita que o curso de qualificação vai colaborar com o combate dos mototaxistas clandestinos. “A partir do momento em que a lei passar a valer, acredito que os picaretas não passarão pela fiscalização”, salientou.

Já Márcio Alves, 38 anos, e com 12 de profissão, é contra a nova resolução. Ele acredita que a exigência é maior em relação aos mototaxistas, pois existem muitos motoentregadores e motoboys que passam despercebidos pela lei. “Esse não é o caminho para a mudança plena. Se todos não forem cobrados por igual, o trânsito nunca irá melhorar”, completou. 

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