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ENTREVISTA

MS na vanguarda das tecnologias do agro

Tereza Cristina fez balanço das ações do Mapa em 2020

17 JAN 2021 - 08h:35Por Marcus Moura

A“Mato Grosso do Sul sempre esteve na vanguarda das tecnologias, tanto na pecuária, como também na agricultura”, foi assim que a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, descreveu o Estado em entrevista ao Programa CBN Campo Grande. A conversa completa está disponível no canal do Youtube da CBN, mas os destaque você confere abaixo:

A contratação de crédito rural para a safra 2020/2021 teve uma alta de 18%, chegando a R$ 125 bilhões. O que a gente pode considerar como fatores contribuintes para este resultado?

Ministra O Plano Safra teve mais crédito, tivemos uma diminuição de juros, principalmente na área de investimentos. Era um ano bom, nós viemos de uma supersafra, com preços recordes, exportações recordes e isso animou o setor que, agora estando um pouco mais capitalizado, investe mais em inovação e tecnologia. Os investimentos acabam acontecendo de maneira mais diversa, principalmente o médio e pequeno produtor. O Plano Safra foi desenvolvido pra isso. 

Falando de oferta de crédito, é preciso falar sobre o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Neste momento do início da superação dos impactos da pandemia por que se faz tão importante garantir capital para os pequenos produtores?
Ministra Eles são o elo da cadeia que mais precisa de crédito, que vem da suplementação do tesouro. É muito difícil para este público tomar crédito mais fácil. Em 2020, nós focamos neste público porque queremos que produzam cada vez mais e que tenha renda para que possa continuar no campo.

Mato Grosso do Sul e outros estados dos blocos dois, três e quatro de vacinação contra a aftosa tiveram a suspensão da imunização adiada. Essa suspensão traz quais impactos para estes estados e por quê foi decido manter a imunização?

Ministra Esses estados, os que ainda tiverem interesse, poderão discutir com o Ministério da Agricultura para dar continuidade a suspensão que estava programada. Acontece que, com a pandemia, nós tivemos alguns problemas para fazer auditorias necessárias. O primeiro bloco nós trabalhamos de maneira árdua para que eles pudessem entrar na suspensão. Agora, se os Estados, não só Mato Grosso do Sul, tiverem prontos e com todos os requisitos exigidos pelo Ministério da Agricultura para a retirada da vacinação contra a aftosa, nós vamos tentar novamente. Entretanto, isso não traz impacto nenhum para estes entes federativos. São poucos os mercados que exigem a proteína de áreas livres da aftosa sem vacinação. Se tiver vontade política, um trabalho bem realizado pelas Iagros locais, certamente nós poderemos reverter essa situação. Este é um assunto bastante discutido aqui na Secretaria de Pecuária do Ministério. 

No final do ano passado nós tivemos um projeto chamado RCN e CBN em Ação – Live 2020, e um dos participantes foi o ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues. Ele disse que nunca antes na história do ministério houve tanta abertura de novos mercados para o Brasil, como durante a sua gestão. Qual a expectativa para este ano?

Ministra Nós conseguimos abrir 110 mercados em dois anos no ministério. Temos uma equipe competente que viajou bastante para conhecer estes países, o que é importante. Mesmo com viagens mais restritas no ano passado, nós continuamos realizando o trabalho da melhor maneira possível. Fui a três países da Europa no ano passado e também a Índia, que hoje é grande foco do mercado brasileiro. Nós discutimos com todos os países para podermos abrir os mercados, colocando na mesa coisas que estavam aí há anos sem decisão. É preciso vontade política para isso. A gente tem conversado muito com a iniciativa privada para abertura real do mercado, uma parceria que tem tido sucesso e nós vamos continuar nesta caminhada muito firmes. 

Alguns municípios de Mato Grosso do Sul vêm realizando um trabalho bastante intenso no quesito produção e exportação. Temos aí Três Lagoas, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Maracaju, entre outros. Como a senhora avalia as possibilidades de 2021 para estes municípios e para o Estado em geral?

Ministra Mato Grosso do Sul teve uma grande expansão na área plantada e tem uma grande experiência na integração lavoura/pastagem/floresta. O Estado sempre esteve na vanguarda da tecnologia. Estes municípios cresceram e vão continuar crescendo, a expectativa para este ano é muito boa, os preços devem ser manter bons. Os produtores devem estar ligados ao mercado futuro para comprar e fechar contratos com antecedência. Não tenho dúvida que o Estado continuará crescendo, Mato Grosso do Sul tem vocação para o agro, com a agregação de valores, investimentos em logística, temos aí a rota bioceânica, a ferrovia para o Paraná em pauta. Tudo isso colabora para que MS possa continuar nesta trajetória de sucesso. 

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