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Mutirão: Servidores federais doam sangue e medula óssea

Cerca de 30 profissionais foram até o Hemonúcleo participar da ação. Para a coordenação, a iniciativa é louvável

10 AGO 2012 - 10h:50Por Danilo Fiuza

 Cerca de 30 servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) participaram do mutirão de doação de sangue e de medula óssea na manhã de ontem, no Hemonúcleo de Três Lagoas. A ação faz parte da greve nacional dos profissionais que já dura mais de dois meses no município.

Em sinal de protesto e ao mesmo tempo em um ato de solidariedade, os profissionais utilizavam coletes amarelos com frases sobre a greve e distribuíam panfletos as pessoas que passavam pelo local. Para a professora do IFMS, Maria Cerineide de Souza Hernandes, doar sangue e participar da lista de doadores de medula óssea nada mais é do que um grande gesto de amor. “Sabemos que essas novas bolsas podem salvar vidas”, disse a professora que doou pela primeira vez.

O técnico-administrativo do IFMS, Cesar da Silva, sempre pensou em doar sangue e esperava uma oportunidade para isso. “Aproveitei esse mutirão para fazer a minha parte”, disse, destacando que doar sangue e medula significa participar de uma grande ação humanitária.

ESTOQUE

O médico e coordenador do Hemonúcleo Lúcio Rogério Costa de Paula destacou que essas ações são bem-vindas à unidade, visto que é possível manter um número de bolsas de sangue satisfatório no banco. Apesar disso, ele chamou a atenção da população para que continue colaborando com o Hemonúcleo. “Não podemos acomodar, pois nunca sabemos quantas bolsas utilizaremos no mês”, explicou.

Lúcio destacou ainda a importância em doar medula óssea. “Convidamos a população a participar da lista de doadores de medula. É muito importante porque as chances de compatibilidade são mínimas – de cada 100 mil doadores, será possível encontrar apenas um compatível. Quanto mais voluntários tivermos, maiores são as chances de vidas serem salvas”, contou.

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, em bom estado de saúde, pode ser um doador de medula óssea. O doador é identificado geneticamente, por meio de um exame, e inscrito no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A doação só ocorre quando surgir um paciente compatível. Após a confirmação, outros exames serão realizados e em seguida ele será encaminhado a um Centro de Transplante designado pelo Redome. O doador não terá custo algum para realizar o procedimento.

A medula óssea é retirada por punção, em um centro cirúrgico, com anestesia geral, o que leva em torno de 90 minutos. Retira-se menos de 10% da medula, porém, em poucas semanas ela estará totalmente reconstruída. De acordo com Lúcio, não há risco ou restrições médicas e o doador poderá levar sua vida normalmente. 

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