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EDITORIAL

O lixo nosso de cada dia

Ao menos 35 toneladas de lixo são despejadas no aterro sanitário de Três Lagoas

7 SET 2019 - 07h:00Por Da redação

U ma simples observação por qualquer rua da periferia de Três Lagoas, ou de qualquer outra cidade brasileira, pode confirmar o que especialistas em meio ambiente falam há muito tempo: cada pessoa produz 3 quilos de lixo por dia, e grande parte delas ainda não sabe que lugar de lixo não é nas ruas. Também não sabem que lixo contamina o solo, a água, o ar e, ainda não por último, entope bueiros e tubulações de drenagem.

Problema recorrente em Três Lagoas e igualmente em muitas outras cidades, os alagamentos e enchentes se formam com muita facilidade apenas com pequena quantidade de chuva. Não foi o que ocorreu nesta semana, com um temporal ocorrido na cidade. O volume de chuva superou as previsões de meteorologistas e pegou de surpresa moradores que estavam até desacostumados com a chuva.

Porém, em muitas outras ocasiões, pequenas pancadas de chuva são suficientes para deixar ruas alagadas, até mesmo em bairros com pouco declive. Mas, estes, ainda, não são as únicas ou maiores causas dos transtornos. O acúmulo de lixo nos bueiros e a falta de sistemas de captação de água de chuva são grandes problemas. 

Não por menos, servidores públicos são obrigados a desobstruir os bueiros todos os anos, antes dos períodos de chuva. E de lá retiram quilos de terra, areia, folhas,    plástico, papelão e tudo o que não deveria estar fora de lixeiras, em local apropriado.

Uma série de reportagens da Rede Cultura mostrou, em junho, que apenas 3% de todo o lixo produzido no país vai para a reciclagem. Significa que são recicladas apenas 90 gramas de lixo de cada pessoa, por dia, e que, em Três Lagoas, 35 toneladas de materiais que poderiam ser reciclados são despejados no aterro sanitário a cada dia. Além da contaminação ao meio ambiente, significa desperdício de grande quantidade de materiais que poderiam ser reaproveitados.

São problemas somados: a falta de educação ambiental para combater a produção de lixo, maus hábitos com a limpeza e a falta de conscientização para reaproveitamento de materiais.

E não há que se cobrar o poder público de medidas para manutenção da limpeza de ruas e da conservação de bueiros. Diversas campanhas para isto são realizadas anualmente. Os resultados não são mais positivos exatamente porque esbarram na  falta de conscientização da população. 

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