Rádios On-line
Caminhão de Prêmios Urna Interna
EDITORIAL

O pano de fundo eleitoral

16 DEZ 2017 - 10h:57Por Redação

Em pouco mais de 10 meses, em outubro do ano que vem, eleitores de todo o país vão escolher o novo presidente da República, governantes para os 26 Estados e o Distrito Federal, senadores e deputados para a Câmara e as assembleias legislativas. É certo que cidades como Três Lagoas, com 75 mil eleitores, mais uma vez, vão debater a possibilidade de terem representantes nas câmaras legislativas - é este o caminho mais direto a recursos e a programas públicos. Daí o interesse. 

Foi assim em todas as eleições mais recentes, quando cidades médias passaram a ter representantes nativos, sem depender de apadrinhamentos. Três Lagoas, por exemplo, conseguiu eleger dois deputados estaduais de uma só vez. E também contribuiu decisivamente para a eleição de uma senadora. 
Só continuou para trás na conquista - ou falta dela - de uma vaga para a Câmara Federal. O município não consegue há várias décadas eleger um deputado federal, mesmo com as muitas opções que sempre se apresentam aos eleitores. O que falta?

Esta é a pergunta que, neste momento, intriga possíveis postulantes ao cargo. E a resposta mais ouvida é que partidos políticos não se entendem na hora de lançar candidatos e, divididos, condenam a cidade a  figurar neste intervalo de representação nativa zero na Câmara dos Deputados. Outra resposta que também se ouve é que a cidade, exatamente por ter o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, é alvo preferido de candidatos que parecem sair dos outros 78 municípios sul-mato-grossenses em busca de votos. É uma avalanche de políticos que só se vê em épocas assim.

Por ser geograficamente complicado e caro viajar por todas as regiões, candidatos se concentram em cidades maiores. E, no caso de Três Lagoas, no que diz respeito à Câmara Federal, o eleitorado local tem sido alvo fácil para quem só aparece na cidade a cada quatro anos. 

Paralelamente a esta disputa por espaços, a cidade vive uma espécie de "preparação" para novas campanhas eleitorais, com políticos e seus partidos, que começam a nivelar o terreno para a disputa munEicipal. O foco fica distorcido, vesgo, e a cidade prossegue sem representação de deputado federal.
Nestes pouco mais de 10 meses, o eleitor terá tempo suficiente para avaliar todas as possibilidades de eleger representantes sem ligação legítima com a cidade ou de estar apenas fazendo parte de um jogo de cena que usa uma eleição apenas como pano de fundo, como cenário, para uma outra, futura, em infindável repetição.

 

Deixe seu Comentário

TVC Canal 13