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'O produtor que ficou foi o que insistiu no seu negócio', afirma Marco Garcia

Segundo o pecuarista, parceria com indústrias de celulose é oportunidade rentável, mas não valoriza a pecuária na região

10 AGO 2020 - 12h:05Por Beatriz Rodas

Negócios, sociedade, economia, perspectiva, emprego, futuro. Temas que fazem parte da vida de todo o mundo - sem exceção - mas nem sempre são colocados em pauta um storytelling de qualidade.

No RCN Negócios do último sábado (8), o apresentador André Milton, advogado tributarista e empreendedor, entrevistou o pecuarista e zootecnista Marco Garcia sobre o desenvolvimento de Três Lagoas pré e pós-industrialização no ramo da celulose, e como está a situação da pecuária no Estado.

A.M.: Qual o perfil do pecuarista de hoje em dia e quais foram as dificuldades pra quem teve de abandonar a atividade pra dar espaço para a floresta e as indústrias?
“É importante lembrar que a pecuária no Mato Grosso do Sul é recente, não é uma atividade antiga; ela começou na década de 70, porque aqui era uma região de cerrado, um solo fraco. Com o incentivo da Embrapa, importações da África, nós conseguimos uma valorização e nos tornamos líderes na pecuária, como você citou. Então nós estamos falando de 40 anos pra cá. Mas nesse processo de 40 anos, ela expandiu sua área por toda a região, mas faltou a tecnologia, e isso levou a muita degradação no processo de produção. Com o passar dos anos, o solo ficou muito prejudicado, foi precisando de mais investimento, e junto com isso vieram mudanças econômicas que trouxeram um desafio muito maior para o pecuarista no campo. Então, com a soma destes dois fatores, da pecuária e da região do eucalipto, o produtor não conseguiu se atualizar e ter uma renda viável no seu negócio. Ele viu, no arrendamento, na parceria com as indústrias de celulose, uma oportunidade. E isso fez com que muitos migrassem para outras culturas de produção. Por isso nós deixamos de ser líderes na pecuária”.

 

RCN Negócios - André Milton entrevista Marco Garcia

Marco Garcia, formado em Zootecnia pela FAZU - Faculdade de Zootecnia de Uberaba, turma de 1994. Atuou em melhoramento genético da raça Nelore e foi auditor de qualidade de frigoríficos. É gestor nas áreas de cria, recria e engorda em pecuária de corte. Foi Secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Lagoas de 2010 a 2013, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas (SRTL) de 2014 a 2017, vice-presidente regional da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul de 2015 a 2018; e hoje integra a Comissão de Pecuária de Corte da Famasul.

Publicado por JPNEWS em Sábado, 8 de agosto de 2020

 

O pecuarista acrescentou que "o produtor que permaneceu foi o que soube reconhecer as dificuldades, usar a tecnologia, controlar custos e insistir no seu negócio".

ENTREVISTADO

Marco Garcia é formado em Zootecnia pela FAZU - Faculdade de Zootecnia de Uberaba, turma de 1994. Atuou em melhoramento genético da raça Nelore e foi auditor de qualidade de frigoríficos. É gestor nas áreas de cria, recria e engorda em pecuária de corte.

Foi Secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Lagoas de 2010 a 2013, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas (SRTL) de 2014 a 2017, vice-presidente regional da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul de 2015 a 2018; e hoje integra a Comissão de Pecuária de Corte da Famasul.

Ele e André Milton debateram sobre as perspectivas para a pecuária no Estado pré e pós industrialização. Segundo André, "o Marco tem uma visão bem interessante sobre o desenvolvimento de Três Lagoas, e acompanhou todo esse processo desde o início até os dias de hoje. Podemos aprender e entender muito com ele sobre o que vem acontecendo e onde a cidade tem falhado". 

 

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