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TRÂNSITO

Obra do contorno rodoviário de Três Lagoas só sairá do papel em 2018

Projeto do anel rodoviário que visa desviar o tráfego de veículos pesados da Ranulpho Marques Leal, começou a ser discutido em 2009

26 AGO 2017 - 09h:01Por Ana Cristina Santos

A obra do contorno rodoviário que irá desviar o tráfego de caminhões da avenida Ranulpho Marques Leal, na BR-262, rodovia que corta Três Lagoas, poderá ser iniciada apenas em 2018. Isso porque, o projeto executivo da obra ainda nem foi iniciado.

O projeto do anel rodoviário começou a ser discutido em 2009. Em agosto do ano passado, as empresas de celulose Fibria e Eldorado ficaram de financiar o projeto executivo dessa obra. Mas, até hoje a empresa que vai elaborar esse projeto não foi contratada.

 Segundo o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) de Três Lagoas, Milton Rocha Marinho, a previsão é de que a empresa seja contratada no próximo mês. O prazo para a conclusão do projeto executivo é de seis meses. Segundo Marinho, antes mesmo de ficar pronto, em fevereiro, será possível o Dnit, apenas com o projeto básico, abrir licitação para a contratação da empresa que vai executar a obra.

Marinho acredita que as obras do contorno rodoviário sejam iniciadas ainda no primeiro semestre do ano que vem. Mesmo com o atual cenário econômico do País, o engenheiro acredita que essa obra será prioridade para o governo federal, em razão de sua necessidade. 

O anel rodoviário é apresentado como alternativa para superar o conflito entre tráfego urbano e rodoviário.

Os primeiros estudos da obra começaram em 2009, com o levantamento estatístico de incidência de acidentes no trecho e cálculo da projeção de acréscimo do tráfego de veículos nas rodovias BR-262 e BR-158 - principalmente de carretas - em razão da construção e duplicação das fábricas de celulose de Três Lagoas.  Nesta semana, a nova unidade da Fibria entrou em operação, o que contribuirá ainda mais para ao aumento na frota de carretas transitando pela Ranulplho Marques Leal.

O anel rodoviário é considerado uma obra complexa que será executada no prazo de dois anos. Estão previstas obras de artes e viadutos. “Apesar da crise, o governo federal deve fazer investimentos em infraestrutura. Mesmo que devagar, os pontos críticos, os gargalos, precisam ser atacados. E, nós estamos diante de um ponto crítico. Essa é uma obra planejada para resolver o presente, pois existe um conflito muito grande na avenida, e com um volume muito intenso de carretas com eucalipto trafegando pela avenida”,  destacou Marinho.

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