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Obras da UFN III continuam paralisadas

Operários cruzaram os braços e afirmam que só voltam ao trabalho após as empresas chamarem para uma negociação

19 JAN 2013 - 09h:12Por Redação

As obras da fábrica de fertilizantes da Petrobras de Três Lagoas continuam paralisadas em razão dos trabalhadores ainda não terem retornado às atividades. Desde terça-feira, os operários cruzaram os braços e afirmam que só voltam ao trabalho após as empresas chamarem para uma negociação e terem suas reivindicações acatadas.

O consórcio UFN III, responsável pela construção da fábrica de fertilizantes da Petrobras, disse, através de nota à imprensa, que tem como pilar de sustentação o efetivo cumprimento da legislação trabalhista, uma vez que suas ações visam sempre à melhoria das condições de trabalho e ao bem-estar de seus colaboradores. Dessa forma, segundo a nota, qualquer alegação em sentido contrário não representa a verdade.

Ainda de acordo com a nota, a greve iniciada pelos trabalhadores no último dia 15 de janeiro foi deflagrada no curso do Acordo Coletivo de Trabalho, firmado entre o Consórcio UFN III e os sindicatos representativos das categorias profissionais (SINTIESPAV e SINTRICOM), e é válido até 30 de abril de 2013. Por esse motivo, o consórcio informou que já está tomando as medidas cabíveis a fim de resguardar seus direitos. Ainda, segundo a nota, em nenhum momento o consórcio deixou de receber os representantes legítimos de seus colaboradores.

O movimento que se iniciou na terça-feira é liderado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Mobiliário e Montagem Industrial do Mato Grosso do Sul (FETRICOM/MS) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), ambos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Segundo o representante da Conticom, Valdemir de Oliveira, os trabalhadores não aceitam que os dois sindicatos - SINTIESPAV e SINTRICOM de Três Lagoas - participem da negociação, já que um não teria legitimidade e outro está sob intervenção judicial. Oliveira disse que, independentemente de acordo coletivo, os trabalhadores estão reivindicando outras questões que as empresas teriam obrigação em cumprir. Eles reclamam das péssimas condições do alojamento dos trabalhadores, do não pagamento integral de horas extras e in itinere, entre outras questões. “A greve vai continuar por tempo indeterminado”, frisou. 

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