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Obras do Corpo de Bombeiros contemplam itens de acessibilidade

Expectativa é que projeto de ampliação seja concluído entre março e abril deste ano

15 JAN 2016 - 15h:29Por Renata Prandini

As obras de reforma e ampliação do quartel do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiro contemplam itens de acessibilidade e permeabilidade das águas de chuvas. A afirmação é do subcomandante da corporação, major Leandro Mota de Arruda. Nesta semana, o Ministério Público Estadual (MPE) divulgou a decisão judicial que condena governos estadual e municipal a apresentar, em 180 dias, projeto arquitetônico para melhorar a acessibilidade a deficientes físicos no prédio.

De acordo com o oficial, o Corpo de Bombeiros não foi notificado da decisão, que deverá ser encaminhada diretamente ao município e à procuradoria do Estado. Mas que todas as medidas que garantam a acessibilidade já estão sendo executadas pelo projeto de reforma e ampliação da unidade. “Como houve um atraso na entrega da obra, pode ter ocorrido a decisão dessa ação, que não é recente. Mas o projeto de ampliação prevê todas essas questões, tanto de acessibilidade quanto de permeabilidade do solo. Tanto que a calçada já está sendo reformada, rampas estão sendo instaladas e a calçada também terá piso tátil”, explicou.

As obras de reforma e ampliação do quartel do Corpo de Bombeiros de Três Lagoas tiveram início em agosto de 2013. O projeto inicial foi orçado em pouco mais de R$ 900 mil, recursos mitigatórios da Petrobras em decorrência da instalação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III). Entretanto, o projeto ficou parado por mais um ano, quando a empresa vencedora do processo licitatório desistiu do projeto e uma nova licitação teve que ser aberta.

Além disso, houve adequações do projeto inicial para atender às necessidades da corporação, o que fez com que o valor da obra girasse em torno de R$ 1,1 milhão, atualmente, após aditivos. “A previsão inicial era de entregar a obra em fevereiro deste ano. Mas, como houve essas mudanças, como a construção de um muro, entre outras medidas, o prazo agora foi estendido para março ou abril”, completou Arruda

A reforma prevê, entre outras mudanças, a construção de um novo prédio com 580 m², composto por cozinha, auditório e dormitório. “As obras estão bem adiantadas. A chuva não está atrapalhando muito, uma vez que os trabalhadores estão concentrados na parte interna do prédio”, explicou.

Sobre a decisão juducial, o major Arruda explicou que não só concorda com a medida, como também sugere que ela seja estendida a outras áreas. “Entendemos a decisão e estamos cumprindo. Mas, por exemplo, ao lado do Quartel dos Bombeiros há terrenos baldios, então para um deficiente chegar até aqui, ele precisa, primeiro, passar pelo meio da rua. A nossa sugestão é que essa medida seja levada a todos [os imóveis] sejam ele público ou privado”, sugeriu Arruda.

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